Archive for junho, 2013

fragmento das bigornas

se pensas que me adornas
no corpo dentro de mim
vou martelar as bigornas
nos pelos do teu jardim

o resto são carnes mornas
já vindas de onde eu vim
eu quero ver se me entornas
nos pelos do teu jardim

vou martelar as bigornas
no corpo dentro de mim

bigornas contra bigornas
mas vindas de onde eu vim.

romério rômulo

30 junho, 2013 at 2:47 pm Deixe um comentário

a língua de camões

1.
mais amaríeis meu cortado canto
se mais soubésseis como sois amada
e navegásseis pelo meu espanto.
2.
se me amásseis tamanho eu vos diria
da dura solidão dos precipícios
da falsa imensidão dos sodalícios
da cortada razão dos meus ofícios

se me amásseis por certo eu vos diria

e a minha voz em voz por todo canto
decerto iria quebrar-vos em espanto.
3.
senhora, eu vos amei por tanto, em tudo
que de camões busquei o meu primeiro
estado de um estado verdadeiro
e vos cantei canções que são veludo.
4.
se os arcabouços meus em vós levásseis
e se dormísseis no meu louco porto
e mais amásseis o meu antro torto
e se acordásseis meu poema morto

faríeis meus duelos bem mais fáceis.

romério rômulo

9 junho, 2013 at 7:38 am 1 comentário

ser carolina é fatal

ser carolina é fatal
(para chico buarque)

vou encontrar carolina
no branco do meio dia
no branco daquela pele
pétala de roseiral
num verso que me fogueia

ser carolina é fatal.

romério rômulo

2 junho, 2013 at 10:23 pm 1 comentário


Feeds

junho 2013
S T Q Q S S D
« maio   jul »
 12
3456789
10111213141516
17181920212223
24252627282930

RSS Fênix em Verso e Prosa

  • Ocorreu um erro. É provável que o feed esteja indisponível. Tente mais tarde.