a orelha dura de van gogh

19 junho, 2012 at 4:10 am 1 comentário

a minha carne é extrato em ferro
de uns demônios que destroem, loucos
os pavimentos do mundo e me cancelam

umas linguagens mortas, destratadas
pelo desejo de uma mão dobrada
que lhes entregue o morto a cada noite

quando romper o escuro é permanência
quando subir tapumes é maldade
ao me sobrar o canto iluminado

pela boca febril de caravaggio
pela orelha dura de van gogh
neste fantasma de casa que me cerca.

romério rômulo

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vila, 1 dig it, Seamus Heaney!

1 Comentário Add your own

  • 1. gerusaleal  |  19 junho, 2012 às 1:56 pm

    Que maravilha, Romério. Quando crescer, quero poemar assim.

    Responder

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