quando um bordel me ocupa

6 junho, 2012 at 11:26 am 1 comentário

minha casa é um agasalho
ocupado por scliar
onde afro-sambas e baden
vinicius, guignard, clarice
caminhavam seus direitos.

nos seus domínios inteiros
um minotauro vigia
as portas inanimadas
onde tantos que passaram
não passam mais por inteiro.

fugiram pelas paredes
levaram os seus cordéis
suas artes, suas frestas
seus corpos de pura sede.

umas terras me contornam
uns gados me alumiam.
alices, joaquinas, vós
celinas, mães ressecadas
me alegram a paciência
de lembrá-las por meu corpo.

quanto de mim vale um anjo
quando um bordel me ocupa
se os atos dos cilícios
não me contêm os pecados?

romério rômulo

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quanto de mim vale um anjo montar a musa, 5

1 Comentário Add your own

  • 1. Helena  |  10 junho, 2012 às 12:52 pm

    Em certas casas, Teseu multiplica minotauros, e no bordel as virgens apanham das ninfas, dos deuses e dos mortais, e nenhum anjo despenca: nem dos céus nem de Berlim.
    E eu gosto de poemas labirínticos em que as palavras brincam de linha.
    Beijo
    BF

    Responder

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