minha poesia está solta na vila

28 janeiro, 2012 at 6:32 am 3 comentários

sou o poeta canônico
das estrofes adversas, dos terrenos baldios
dos dezembros de osso e pedra.
elevo a inflexão nos sonetos
como um antônio das mortes.
os loucos e os bichos me ouvem.

já fiz orações a vieira, a antônio de pádua
aos apóstolos pedro e paulo
a vinicius e baden.
rezei com os tincoãs na freguesia
e os muros lavaram os meus horrores.

minha poesia está solta na vila.

romério rômulo

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eu sempre fui ao coração das coisas sal, 1

3 Comentários Add your own

  • 1. mirze  |  28 janeiro, 2012 às 7:07 am

    Bárbaro, Romério!

    Os loucos e os bichos são os melhores ouvintes. Com sua poesia solta na vila, o ar ficarpa mais puro.

    Beijos

    Mirze

    Responder
  • 2. Tania  |  28 janeiro, 2012 às 8:08 am

    Poesia que clama, apenas, pelo olhar do poeta. Ela escorre de tudo. Livre e solta.

    Beijos,

    Responder
  • 3. Marta Toledo  |  12 fevereiro, 2012 às 3:14 pm

    eu não sei comentar Romerio Romulo
    eu só sei desfrutar

    Responder

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