Archive for novembro, 2011

o dezembro de Kafka, 1

a neta de Kafka
foi colhida nas máquinas de um senhor de 12 anos.

retrato brusco,
desde então há um risco no meu olho
meus cavalos mostram impotência
as vestais se amputam na pele
o absinto desova suas águas.

censurada
essa mulher é a pedra do meu rim.

devem ser razões do próximo dezembro.

romério rômulo

28 novembro, 2011 at 5:22 am 2 comentários

dezembro 1, 2

1.
neste dezembro eu vou pisar o estio
com toda a truculência do vazio.
2.
me declaro cavalo e pecador
temporais de um corpo inexistente.

em dezembro me caso por amor.

romério rômulo

21 novembro, 2011 at 6:24 pm 1 comentário

o corte da terra

a vida, solidão, toda impotência
caminha numa pele de novelo
onde ela rasga a carne em desmantelo
a demonstrar ao mundo abstinência.

pudera ser mais torpe e mais estrada
nos meus cavalos, encantos, aguaceiros.

a vida se acabou em quase nada.

romério rômulo

14 novembro, 2011 at 3:19 am 2 comentários

éguas, aquedutos e estradas

as musas de concreto sublevadas
são éguas, aquedutos e estradas.

por veias e vielas eu já soube:
fui o último poeta que lhes coube.

em cammonds, cabrais e águas lusas
os meus cavalos se matam nessas musas.

romério rômulo

7 novembro, 2011 at 1:41 pm 1 comentário


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