Archive for outubro, 2011

tarefa, 1

recolho a tarefa concreta
de levar a poesia ao descalabro
e à liberdade.

visto a tarefa concreta
de aspergir de poesia cada osso
e o pão devido.

sem a tarefa cumprida
estarei inútil.

romério rômulo

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31 outubro, 2011 at 6:00 pm 1 comentário

à clara moça dos poetas

sou casto pelo corpo e suas névoas
na rouquidão das guerras que nos partem
nas armas mais sutis que nos magoam

o corpo e a alma das vertentes podres
só me abalam em terras arrasadas
de aço chucro, de cimento aspro.

você é a clara moça dos poetas.

romério rômulo

23 outubro, 2011 at 2:05 pm 2 comentários

musa, 15

montei o mal em pelo
cadenciei a vida
a força que me aguenta

deixei a minha raiva na sua venta
no calo mais feroz da madrugada

a musa que me coube foi domada!

romério rômulo

17 outubro, 2011 at 2:31 am 4 comentários

a vida, augusto!

os cordéis da morte me perturbam.
saiba eu quando virá a companheira
quero revê-la, à tarde, por inteira
como agregado de cal à própria sorte.

a vida, augusto, já contém a morte!

(“per augusto & machina”, 2009)

romério rômulo

10 outubro, 2011 at 6:27 pm 2 comentários

o mais armado dos homens, 3

sou o mais limpo dos homens.

as orelhas, vão do corpo, abelhas
têm perfumes, extratos e odores
que mais parecem um ramal de flores
no trovejar do mundo em centelhas.

romério rômulo

4 outubro, 2011 at 3:03 pm 1 comentário


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