ópera, 1

1 setembro, 2011 at 3:43 am 1 comentário

no minifundio de roupa
amarrado por ingaços
caibo eu, cabem as tramas
minhas obras, meus abraços

meu muro, todo de espaços
meu palco, santo vazio
meus amores mais devassos
a seca feita no cio

as cantigas, todas lama
as águas destes meus poços.

quanta vida pela rama
na folhagem dos meus ossos!

romério rômulo

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poesia, 5 rivotril 14, 15

1 Comentário Add your own

  • 1. mirze  |  1 setembro, 2011 às 6:45 am

    SENSACIONAL!

    Realmente, a roupa é um minifúndio. “Quanta vida pela rama na folhagem dos meus ossos”.

    Maravilhoso!

    Beijos

    Mirze

    Responder

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