Archive for setembro, 2011

menestréis, 1

os menestréis do mundo são bem poucos.
uns arrebentam amores enlutados
outros se encantam nas paixões, já loucos.

romério rômulo

30 setembro, 2011 at 5:20 am 2 comentários

o mais armado dos homens, 2

meus olhares são frases depravadas.

minhas chamas no mato, minhas fadas
arrebatam o tronco das manadas
de bois, todos eles meu tormento.

as suas carnes pacientes eu invento
a debelar as fomes povoadas.

romério rômulo

25 setembro, 2011 at 10:52 am 2 comentários

lilith, 1

essa mulher tirou o bem do mal.
seu nascimento explica o mundo e as sobras.

eu sou o bêbado da fonte principal.

romério rômulo

23 setembro, 2011 at 6:53 am 4 comentários

maradona é o aço do sertão

1.
chamei um cancão de fogo
cangaceiro arrematado
pus maradona no jogo
pra fazer logo o melado
o homem já sabe tudo
num violão de veludo
toca bem tango e xaxado.

2.
no olhar sagrado do cancão
maradona é o aço do sertão.

romério rômulo

20 setembro, 2011 at 12:09 pm 1 comentário

e só, é tudo

me decidi te ver
inteira, nua
uma mulher que é vento
e que é rua.

me decidi te amar
em meu quebranto
uma mulher que é sopro
e é espanto.

me decidi dizer-te
e fiquei mudo
uma mulher que é só
e só, é tudo.

romério rômulo

18 setembro, 2011 at 4:28 am 4 comentários

poesia, 5

eu não faço poesia
e encerro o assunto

é preciso o mundo
a roda do mundo
a mão humana do mundo

a poesia só vale
se trouxer comida mas mãos.

romério rômulo

11 setembro, 2011 at 5:38 pm 1 comentário

curva, 1

a poesia é seca
tem alma de deserto
pele curva

a poesia é suja.
quem não quer a missão
saia de perto.

romério rômulo

8 setembro, 2011 at 6:33 am 3 comentários

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