a mão de picasso, 1

3 julho, 2011 at 5:17 pm 1 comentário

a fala do meu corpo em seu mormaço
se fez medir no pulso reticente
ao me fazer mostrar cada pedaço

quanto eu devo à treva, um penitente
por me saber cavalo e cão, bagaço
da minha mão caída de dormente?

se as estradas trovejam por meus guias
cavalo e cão e boi, estardalhaços
todos os ossos comidos de atrofias
só vão arder mordidos e devassos

num erro extasiado de picasso
peguei na sua mão tardiamente
o mundo é o rastro final de um estilhaço.

romério rômulo

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“quando eu morrer amanhã” cordel para Maradona, 1 (osso do sertão)

1 Comentário Add your own

  • 1. Mirze Souza  |  3 julho, 2011 às 5:36 pm

    Então, meu poeta, largue o Picasso!

    Ficou muito triste esse poema e você vale muito mais que um estilhaço.

    Triste….

    Beijos

    Mirze

    Responder

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