caravaggio, 2

14 junho, 2011 at 1:21 pm 3 comentários

carrego uma luz já decadente
onde meu lixo é pura dor montada
no cão que me ocupa de repente
e me convence morder a madrugada

o dente desse bicho vê somente
meu corpo, multidão embriagada
sou sua voz, o osso, uma semente
a destratar estorvos da estrada.

romério rômulo

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caravaggio, 1 as coisas de Caravaggio, 3

3 Comentários Add your own

  • 1. Meire Moreira  |  14 junho, 2011 às 1:25 pm

    Lindo, como sempre!

    Responder
  • 2. Mirze Souza  |  14 junho, 2011 às 2:44 pm

    Belíssimo!

    As metáforas cada vez melhores. Uma riqueza poética.

    “no cão que me ocupa de repente
    e me convence morder a madrugada”

    Bravíssimo!

    Beijos, poeta!

    Mirze

    Responder
  • 3. Maria da Conceição Paranhos  |  14 junho, 2011 às 3:39 pm

    “no cão que me ocupa de repente”. Entendo disso, Romério. Beijo.

    Responder

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