caravaggio, 1

12 junho, 2011 at 4:19 am 1 comentário

eu vivo em minha pele duramente
meu complemento da carne indevida
a minha pele, estrume de aguardente
é uma pele morta, já vencida.

o meu suor é um extrato de serpente
rasgado pela noite mal dormida
a minha paz se foi, entardecida
e eu fiquei aqui, tardiamente

quando eu me lavo no pó incandescido
quando as vestais me sabem por instinto
quando os mortais me rompem o bebido

onde eu me lavo no pó do indistinto
onde os mortais me esperam, se vencido
onde as vestais me cobram o absinto.

romério rômulo

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Maradona é um pássaro de fogo caravaggio, 2

1 Comentário Add your own

  • 1. Mirze Souza  |  12 junho, 2011 às 9:19 am

    Fantástico jogo de palavras. Caravaggio, suponho, teria inveja da sua arte e do seu suor, extrato de serpente.

    Bravíssimo, Romério!

    Beijos, poeta!

    Mirze

    Responder

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