absint, 9

29 maio, 2011 at 5:41 am 2 comentários

quando o tempo me pisa e me arremata
me destronco em ossos na poesia
atracado nalguma apostasia
despedida do todo que maltrata

vejo tanques de guerra pela estrada
e garrafas de vinho dos açores
me retrato perdido de amores
à distância de um cheiro indistinto

o que sobra por tudo e por nada
é uma vida de ópio e absinto.

romério rômulo

Anúncios

Entry filed under: Uncategorized.

soneto torto para Maradona pantera, 1

2 Comentários Add your own

  • 1. Mirze Souza  |  29 maio, 2011 às 8:45 am

    Romério!

    Lindo o desenrolar do poema. Sorvi como se sorve o absinto. Espero que o tempo lhe pise sempre, para que você se destroce nesses lindos poemas.

    Beijos, poeta!

    Mirze

    Responder
  • 2. Lara Amaral  |  29 maio, 2011 às 3:25 pm

    Vida de poeta, deleite e delírio.

    Excelente, Romério, como tudo o que escreves!

    Beijo.

    Responder

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Trackback this post  |  Subscribe to the comments via RSS Feed


Feeds

maio 2011
S T Q Q S S D
« abr   jun »
 1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
3031  

RSS Fênix em Verso e Prosa

  • Ocorreu um erro. É provável que o feed esteja indisponível. Tente mais tarde.

%d blogueiros gostam disto: