absint, 3

10 maio, 2011 at 4:20 am 3 comentários

meus olhos remanescentes
perdidos nas aguardentes

as minhas carnes impuras
cavadas por leveduras

os meus risos escarninhos
desamparados nos vinhos

os meus olfatos extintos
roídos por absintos

as minhas veias, gorgonas
comidas por beladonas.

romério rômulo

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todos os cavalos absint, 5

3 Comentários Add your own

  • 1. Mirze Souza  |  10 maio, 2011 às 10:09 pm

    ROMÉRIO!

    Veja como é poderoso o absinto, já o está aproximando da beladona erva tóxica.

    Assim não terei mais meu poeta.

    MUITO BOM! Um poema onde tudo faz sentido!

    Beijos

    Mirze

    Responder
  • 2. Ana  |  11 maio, 2011 às 5:47 pm

    Excelente!
    BJ

    Responder
  • 3. Marcos Pizano  |  15 maio, 2011 às 12:06 am

    o poema de gargalo
    puro rabo de galo

    saúde, Romério

    Responder

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