todos os cavalos

7 maio, 2011 at 9:56 pm 3 comentários

os gados todos que andei em pelo
na carne dura, vou interrogá-los.
meu antro desastrado, meu novelo
selvagens putos, todos os cavalos.

cavalos são estrondos, são estradas.
cavalos são leões. suas voragens
repisam os estouros das manadas.
cavalos são estrelas e homenagens.

me vi na contramão destes cavalos.
eu, puro sangue, em desalinhos.
eles, impuros, bebem nos gargalos.
todo cavalo é um monte de espinhos.

romério rômulo

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corpo, 2 absint, 3

3 Comentários Add your own

  • 1. Mirze Souza  |  8 maio, 2011 às 8:05 am

    Romério, poeta de extremos!

    Amo cavalos. São os animais mais lindos que existem, e domesticados são quase anjos. No poema você é um puro sangue, nem todos são, mas são lindos, e antes da invenção do automóvel, como eram úteis. Alimente-os e ame-os e terás nos cavalos, grandes amigos.

    Beijos, poeta!

    Mirze

    Resposta
  • 2. pianissima  |  4 junho, 2011 às 5:11 am

    romério, teu trabalho é magnifico.
    tomei a liberdade de publicar este poema na minha página.
    beijo.

    Resposta
  • […] TODOS OS CAVALOS […]

    Resposta

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