Archive for abril, 2011

corpo, 2

flor, paisagem, rosto, concha, tela
com o cio a pisar nos meus ouvidos
essa mulher é um riso e uma cadela

seu sopro e sua carne, eu caibo nela
e ao me tomar o corpo de ruídos
ela me monta, me torce e me atropela.

romério rômulo

30 abril, 2011 at 3:50 am 2 comentários

corpo, 1

o meu cabelo louco cimentado
com o seu corpo todo alvenaria
vão se encontrar no quarto aqui ao lado
e produzir um rasgo pelo dia.

romério rômulo

27 abril, 2011 at 9:48 am 1 comentário

bicho 1, fragmento

ouço da marília bela
o trovão absoluto
a palavra, toda ela
seu tormento resoluto
o seu olho de gazela
sua serpente, cadela
o seu uivo, a sua cela:
vou virar um bicho bruto.

romério rômulo

24 abril, 2011 at 10:17 am 1 comentário

se eu fosse maradona, 22

1.
se eu fosse maradona
minha vela bujarrona
criava seu vendaval.

ser maradona é fatal!

2.
se eu fosse maradona
meu circo pobre de lona
acordava a fantasia.

ser maradona é poesia.

romério rômulo

22 abril, 2011 at 4:18 am 1 comentário

absint, 1

a minha abstinência nas insônias
conduz a um pomo só de complacências
e os gomos já retidos nas vigências
são perdas apartadas das colônias.

os cáctus infernais da poesia
só me repisam o corpo nos espinhos
ao me domar a vida em água fria.

vou me enterrar nas losnas e nos vinhos.

romério rômulo

17 abril, 2011 at 8:24 am 1 comentário

amor, 1

se o amor que me perverte não me amar
com a vida recurvada, em labirinto
pra amordaçar meu sono de absinto
rasgo o meu corpo e me atiro ao mar.

romério rômulo

9 abril, 2011 at 8:24 pm 3 comentários

olhar de cabul, 8

1.
se por acaso eu te ver
no meu olhar de cabul
é certo que vou morrer.
2.
se eu fingir que te vi
no meu olhar de cabul
é certo que já morri.

romério rômulo

4 abril, 2011 at 9:17 am 1 comentário

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