entrega 1

10 fevereiro, 2011 at 4:11 am 2 comentários

entenda, meu irmão, sou indecente
na tua mão me deixo e me revelo
o corpo que é vão e nem é belo
não passa de uma carne reticente.

a musa que busquei é seca e ardente
com uns canais no corpo de vesúvio
e por bem pouco já mandou um eflúvio
de aspereza e rouquidão latente

e uns cabedais de couro intermitente
com vozes de estradas e resvalos
beberam em minha mão loucos cavalos
sobraram a terra e o lodo incandescente.

romério rômulo

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tríptico do meu irmão Desmantelo Azul

2 Comentários Add your own

  • 1. Cristina Desouza  |  10 fevereiro, 2011 às 8:32 am

    Gostei muito RR!
    Beijo

    Cristina DeSouza

    Responder
  • 2. Mirze Souza  |  10 fevereiro, 2011 às 5:02 pm

    Fantástico, Romério!

    Com irmão pode-se ter esta intimidade tão linda.e verdadeira.
    “beberam em minha mão loucos cavalos
    sobraram a terra e o lodo incandescente.”

    Alucinantes versos!

    Aplausos, poeta!

    Beijos

    Mirze

    Responder

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