tríptico do meu irmão

8 fevereiro, 2011 at 4:04 am 3 comentários

1.
trago comigo a má fama
de ser amigo de deus
que a minha estrada de lama
foi construída por zeus.
(tango)

2.
a carne que me embasa
é o oco que habito
não sou belo, sou a rasa
exatidão do infinito.
(cáctus)

3.
há quem corte o poema com espada
há quem corte a espada num estalo
há quem corte a garganta a palo seco
manuelzão corta a vida num cavalo.
(manuelzão 1)

romério rômulo

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poema do meu irmão calado entrega 1

3 Comentários Add your own

  • 1. Mirze Souza  |  8 fevereiro, 2011 às 6:29 am

    MUITO BOM, Romério!

    Deus, Zeus e João Cabral, passeando em seu poema, não num boi, mas um homônimo cavalo.

    Você é FERA!

    Beijos, poeta!

    Mirze

    Responder
  • 2. kadu  |  9 fevereiro, 2011 às 9:08 am

    Lindos, Romério! Coisa de mestre!

    Cara, Mirze, uma erratazinha… O Manuelzão é um sertanejo que existiu na verdade e na ficção do João Guimarães Rosa.

    Beijos!

    Responder
  • 3. kadu  |  9 fevereiro, 2011 às 9:09 am

    Ah! Você se refiriu ao Palo Seco. Certo! Engano meu! Beijos.

    Responder

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