poema do meu irmão calado

4 fevereiro, 2011 at 5:10 am 3 comentários

a sua dor enterrada
a sua pele vazia
sua carne retalhada
esmagada à revelia

o seu osso desaguado
o seu baço corroído
seu lábio silenciado
o seu cancro já dormido

sua mão estrangulada
seu dente ferruginoso
sua arma desarmada
seu olhar mais rancoroso

o seu berro, a voz cortada
o infinito do fim
todos descem pela estrada
que morre dentro de mim.

romério rômulo

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quando a vida, quando tríptico do meu irmão

3 Comentários Add your own

  • 1. Mirze Souza  |  4 fevereiro, 2011 às 11:18 am

    Belíssimo, Romério!

    Quando um irmão morre, tudo dele morre dentro de nós!

    Fantástico!

    Beijos

    Mirze

    Responder
  • 2. kadu  |  9 fevereiro, 2011 às 9:05 am

    Meus pêsames, Romério. Sinta-se ternamente abraço pelo seu Kadu.

    Responder
  • 3. João Marcos Durski  |  27 fevereiro, 2011 às 11:15 pm

    PARABÉNS PELOS SEUS POEMAS. POSSO PUBLICAR ALGUNS NO MEU BLOG, CITANDO A FONTE?
    ABRAÇOS DO JUMA*****

    Responder

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