Archive for 4 fevereiro, 2011

poema do meu irmão calado

a sua dor enterrada
a sua pele vazia
sua carne retalhada
esmagada à revelia

o seu osso desaguado
o seu baço corroído
seu lábio silenciado
o seu cancro já dormido

sua mão estrangulada
seu dente ferruginoso
sua arma desarmada
seu olhar mais rancoroso

o seu berro, a voz cortada
o infinito do fim
todos descem pela estrada
que morre dentro de mim.

romério rômulo

4 fevereiro, 2011 at 5:10 am 3 comentários


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