quando a vida, quando

2 fevereiro, 2011 at 4:01 am 5 comentários

quando a vida se esvai
do corpo do meu irmão
me revolto, paro o mundo
me atropelo de paixão.
não preciso de mais nada
quero a sua mão gelada
bem quente na minha mão.

romério rômulo

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se eu fosse maradona 12, fragmento em elipse poema do meu irmão calado

5 Comentários Add your own

  • 1. Maria  |  2 fevereiro, 2011 às 6:25 am

    romulo
    esse teu poema entrou como carro desgovernado pelo meu peito adentro, menino
    gosto dessas palavras assim, rasantes
    trazem o sentimento colado e nele a vida, o sangue a arder, o coração a saltar do peito
    como droga a percorrer veias e artérias alucinadamente à procura de uma saída para não explodir dentro delas
    encontra por fim as mãos de onde se deixa escorrer, como lava pela encosta do vulcão
    sem dó nem piedade
    apenas tal como sente
    é, são muito poucos os locais em que o prazer real das palavras se faz sentir
    são muito poucos os locais em que a liberdade do despir-se da seda que as palavras “de outros” nos vestiu é permissível
    gosto de quando as palavras “de outros”, me atravessam, me acordam, assim como uma estalada no rosto (que não aguento) e o meu instinto de animal, instintivamente, me obriga a reagir, sem pensar (porque animal não pensa, só sente)
    e é tão bom
    finalmente um alívio
    a mente relaxa
    o peito sossega
    a mão aquece, outra vez

    pegaste na minha mão gelada
    obrigada

    beijo

    Responder
  • 2. Graça Pires  |  2 fevereiro, 2011 às 12:04 pm

    Um poema triste. Um poema de ausência. Um poema de morte.
    Um beijo.

    Responder
  • 3. Mirze Souza  |  2 fevereiro, 2011 às 5:06 pm

    Embora triste, a genialidade do poeta, fez gelar meu coração.
    Ah se eu tivesse esse poema, quando morreu meu irmão.

    Singular e genial!

    Parabéns, Romerio!

    Mirze

    Responder
  • 4. Roberta  |  3 fevereiro, 2011 às 1:51 pm

    romério,

    mesmo em tempos de facebook, retorno à fonte, a casa de versos do poeta que se atropela de paixão. é uma revolta de água límpida e cristina que tem cá o espaço largo e fecundo do mergulho. um poema de margens largas, de terceiras margens, lá onde na perda fala o desejo de encontro.

    abraço e admiração,

    Responder
  • 5. homensdopantano  |  3 fevereiro, 2011 às 3:04 pm

    forte e real sendo real ou não
    belo poema rr

    Responder

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