matisse, fera

14 dezembro, 2010 at 8:37 pm 2 comentários

serei um fauve, fera, ancestral
matisse quilombola feito em pau
de cores duras, brabas, abrangentes
(caibam nelas as cores e as gentes)
peles sabidas, nervos em ataques
pescoços de expressão em badulaques
de arcos presos, amarrados, dentes.
um fauve sabe ser tão eloquente
ao vender em dúzias o metal
que nem se saberá mais indecente
no teto do seu corpo cardeal.

eu, fera, vou pisar por todo o mal!

romério romulo

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“romper-me mutilado dos cangaços” a casa da minha infância (para luis nassif)

2 Comentários Add your own

  • 1. Mirze Souza  |  14 dezembro, 2010 às 10:06 pm

    Um poema e tanto, Romério!

    Falar de Matisse com essa destreza e maestria ´s para poucos.

    Seguirei seus passos de fera.

    Beijos, poeta!

    Mirze

    Responder
  • 2. Janaina Cruz  |  15 dezembro, 2010 às 6:42 pm

    Que todo mal seja pisoteado e a poesia seja suprema, assim como é que deixastes no post.
    Poesias fantásticas são as que nos fazem pensar, inspiram-nos e nos criam o desejo de voltar sempre… Assim é a tua poesia!

    Responder

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