“romper-me mutilado dos cangaços”

13 dezembro, 2010 at 7:16 pm 4 comentários

os meus tonéis de paixão, marília bela
revêm o teu rastro e adjacências.
não cabem em meu corpo complacências
que adivinhem o quanto me procelas.

vou te dizer aqui, marília bela
o quanto sou feroz na tua mão:
a tua doce voz é uma cadela
na minha temperança de ilusão.

eu vejo em tua mão, marília bela
a paz enfurecida dos espaços.
tua ordem titubeia, puro cão
e me atribula o corpo aos pedaços.

candidamente me esvais, então!

romério rômulo

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3 de janeiro de 1898 matisse, fera

4 Comentários Add your own

  • 1. Mirze Souza  |  13 dezembro, 2010 às 8:04 pm

    AH! Romério!

    É tão difícil ler poemas de amor atualmente. Lindo esse romper mutilado em cangaços. “VER EM TUAS MÃOS A PAZ ENFURECIDA DOS ESPAÇOS”

    Divino!

    Beijos, poeta!

    Mirze

    Responder
  • 2. Maria  |  14 dezembro, 2010 às 8:34 am

    Onde posso adquirir os teus livros?
    Gosto destes versos e de outros onde não mencionas já terem sido publicados.
    Gosto das palavras como as tuas, quando as gente as sente a saír das entranhas.
    Beijo.

    Responder
  • 3. Ana  |  14 dezembro, 2010 às 7:38 pm

    De facto é poesia nobre, genuína, muito original!
    BJ

    Responder
  • 4. Romério Rômulo  |  22 dezembro, 2010 às 1:00 pm

    “na minha temperança de vulcão”
    romério

    Responder

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