Archive for outubro, 2010

sapos

 

sapos são seres rômbicos, agudos
e sua trégua é ineficiência.
pregado pela minha consciência
vou transformar os sapos em veludos.

a prima facie de um sapo é o medo
tão repelente da mão tocá-lo. o dedo
me sobra para amá-lo. em cada lente
carrego aquele sapo. e tenho medo!

(romério rômulo)

17 outubro, 2010 at 2:46 pm 7 comentários

“mão”

 

a minha mão, cavalo das estradas,
caminha como pássaro na noite.
bêbada, trêfega, incólume, açoite,
trava meu corpo de carne deslumbrada.

pelo rescaldo do tempo, viés, caldo de rio
com margens a romper pedras e águas,
a minha mão estrada cão, pedra no cio,
traduz em galos a voz da madrugada.

a minha mão é todo ser tangente
tão de repente, pois tudo é de repente!

romério rômulo

9 outubro, 2010 at 6:49 pm 7 comentários


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