“fragmento”

29 agosto, 2010 at 5:39 pm 7 comentários

 

escrever poemas aos entulhos
no revérbero de estradas e atropelos
pisar os corpos como fossem gelos
e as estradas como fossem muros.

a vida, amigo, é poço mais e mais
e os homens que se mostram em desmazelos
são todos eles uns caudais de pelos
que atravessam as noites de punhais.

(romério rômulo)

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Romério Rômulo: uma poética implacável “carlos, carlos & manuel” (fragmento)

7 Comentários Add your own

  • 1. Mirze Souza  |  29 agosto, 2010 às 6:43 pm

    Romério!

    Mais que belo, esse fragmento encaixou no meu pensamento.

    A qualidade é sempre superior à quantidade!

    Bravo, poeta!

    Beijos

    Mirze

    Responder
  • 2. Pedro Du Bois  |  29 agosto, 2010 às 7:29 pm

    Romério, excelente construção – na desconstrução de que a vida é apenas a simplicidade aparente dos cabos de madrepérolas. Abraços. Pedro.

    Responder
  • 3. Daniela  |  7 setembro, 2010 às 11:43 pm

    Oi Romério, vim retribuir a tua gentil visita ao meu blog, e fiquei encantada com os teus versos. Pousarei por aqui mais vezes, com certeza… Grande abraço!

    Responder
  • 4. Thiago Mattos  |  10 setembro, 2010 às 8:26 am

    Não sei a razão, mas me fez lembrar isto (meu único poema rimado, acho):

    Quarteto de cordas

    “É na hora do ocaso que eu sou demente.
    Quando o corpo morre – e a alma já não mente.
    Bem faço eu – que nada faço.
    Como a criança – do presente desatando o laço.”

    Um fraterno abraço!

    Responder
  • 5. Nivia  |  14 setembro, 2010 às 9:18 pm

    Já reparou nos resultados das buscas por imagens no Google utilizando-se as palavras-chave “romerio romulo”?

    Nos outros navegadores não sei o que acontece, meu poeta, mas pelo Firefox é um verdadeiro espetáculo! rsrsrs.

    Bjs, Nivia

    Responder
  • 6. CRIS LIMA  |  13 outubro, 2010 às 5:28 pm

    São fragmentos dessa natureza que atravessam o corpo…ficam na alma!
    Bjs

    Responder
  • 7. roni valle  |  14 outubro, 2010 às 1:50 am

    Eles não conhecem a forca de cada palavra sensiveis de um poeta. São entulhos

    Responder

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