quero dizer que manuelzão foi boi – VIII

13 junho, 2010 at 6:23 am 2 comentários

se cada um valesse por cerrados
os bois, manuel, seriam mais velozes!
o cavalo, estreito no seu corpo,
seria sua roupa matinal.
os bois, manuel, são pura transcendência.
e o espaço que lhe sobra, pura noite,
diz, singela, gargantas de eloqüência
e nitidez velada, mão afoita

de ver facão vazado de espanto
coser a pele de homem e coser
o boi, manuel, revela cada encanto
que nosso corpo não cabe por caber.

vadio manuel estrada
vadio manuel daqui
manuel, estampa e gargalo,
manuel, estrago e

buscado saber da morte
por garrucha e devaneio
estrada é morte de outrem
cavalo, estrada e

estrada, manuel, tem morte
que nunca chega no fim
nos cabe o espanto da morte
(nos cabe a morte e o espanto)

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2 Comentários Add your own

  • 1. Mirze Souza  |  13 junho, 2010 às 11:21 am

    Romério!

    Já lhe disse que me apaixonei pelo seu boi…e neste poema transcendeu em mim um vislumbre de morte.

    Não deixe que Manuelzão morra. Você é um grande poeta e sei que vai encontrar um outro final.

    se cada um valesse por cerrados
    os bois, manuel, seriam mais velozes!… qual o teor dos cerrados?O que os cerrados representam na visão de um boi.

    Muito bonito, Romério!

    Parabéns!

    Beijos

    Mirze

    Resposta
  • 2. Roberta  |  15 junho, 2010 às 10:49 am

    pura transcendência de sertão.

    Resposta

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