quero dizer que manuelzão foi boi – IV

15 maio, 2010 at 4:52 pm 3 comentários

este manuel é teso e o cavalo
(um) puro arreio que mistura o tempo.
viés de sua garganta traz garrucha
e valo de extensão desesperada.
sertão lhe vale quanto, o olho, o estado,
contém o corpo em gado, cada veia.

quando manuel se vê desesperado
é que montanha lhe redou o corpo
pela planura que sempre carrega.
quando manuel desdiz é que foi solto
o bicho contendor de uma vingança
vazada na garrucha e no ferrão.

quero dizer que manuelzão foi boi.

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3 Comentários Add your own

  • 1. Roberta  |  19 maio, 2010 às 5:40 pm

    cada vez melhor!

    Resposta
  • 2. Adriana Karnal  |  21 maio, 2010 às 4:55 pm

    esse é o poema do inesperado, do ferrão e do cerrado.

    Resposta
  • 3. Mirse Maria  |  22 maio, 2010 às 8:11 pm

    Muito BOM!!!!

    Nesta parte: “quando manuel se vê desesperado
    é que montanha lhe redou o corpo
    pela planura que sempre carrega.”

    o poeta descreve no desespero, as rédeas de “SER BOI”

    Pelo menos, assim compreendi.

    Parabéns, Romério!

    Aplausos!

    Mirze

    Resposta

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