Archive for maio, 2010

quero dizer que manuelzão foi boi – VI

manuelzão bebeu, de sede,
02 águas de 02 rios.
amontado num pavio
virou augusto matraga.
quando bebe este quilate
manuel quase que late
destravado, tudo luz
de beber num arremate.

sua sede desmanchou
03 procela desabada
em viola, trupicou
fez o olho ser nascente.
arrancou melhor com o dente
que à faca. extasiado.

noite. sombra pelo rio
de manuel, largo e profundo
manuel, maior que o mundo,
bem menor que manuel

manuelzão desassombrado
pensando saber da vida
lambia cada cerrado
sombrava, pura alquimia.
na alma, cada bezerro.
no corpo, cavalo cada.

28 maio, 2010 at 4:44 pm 1 comentário

quero dizer que manuelzão foi boi – V

tenazes de manuel são como poldras
que sopram, juvenis, qualquer cidade.
manuel se faz de rubro cavaleiro
que carrega ademanes no seu ventre.

onde manuel latiu foi que se soube
do cão que travessava sua alma.

e por manuel se fez alma empenada.

o vento do facão recorta o mundo
em quadras. almas amenas,
duras espadas.

“se bezerro fosse noite
eu não mudava daqui”.

22 maio, 2010 at 6:50 pm 6 comentários

quero dizer que manuelzão foi boi – IV

este manuel é teso e o cavalo
(um) puro arreio que mistura o tempo.
viés de sua garganta traz garrucha
e valo de extensão desesperada.
sertão lhe vale quanto, o olho, o estado,
contém o corpo em gado, cada veia.

quando manuel se vê desesperado
é que montanha lhe redou o corpo
pela planura que sempre carrega.
quando manuel desdiz é que foi solto
o bicho contendor de uma vingança
vazada na garrucha e no ferrão.

quero dizer que manuelzão foi boi.

15 maio, 2010 at 4:52 pm 3 comentários

quero dizer que manuelzão foi boi – III

ser boi, cone e pedal, pode ser grave
se em manuel remete antecedências.
o espaço que revelo é pura noite
de solidão, cerrado e eloqüência.

o árido instante, extrato e muro,
requer o olho atiçado: ventre
do galho traz mais decisões.
se o espaço brumoso de manuel

requer seja o cavalo puro intento
de reaver o tanto já perdido.

toda querela não cabe imensidão.

8 maio, 2010 at 8:15 pm 3 comentários

quero dizer que manuelzão foi boi – II

o texto é naufrágio e é silêncio.
quando da pedra salta-lhe uma cabra
seu dia contado vê-se rubro.
a pele vermelha do ar solta-se
em vigores. uma poesia carrega
sempre outra. cada grão avalia
o extrato como podre. querelas
são fontes de desejo. e os desejos,
noites.

preso dos olhos, manuel é cumieira.

1 maio, 2010 at 8:27 pm 5 comentários


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