caibo nas mãos

6 abril, 2010 at 5:47 pm 15 comentários

quando me lavo, estranho, desencontro
quase que todo o corpo apedrejado
são imunes as mãos, as ternas plantas.

me vejo atordoado, intensamente
caibo nas mãos de uma guerreira bela
de estranha intenção, pura tormenta

túrgidos os vidros que me cercam. noites
são frágeis e manhãs são prenhes
de desvario e morte permanente.

caibo nas mãos)

[Per Augusto& Machina]

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pedra e ovo manuelzão e romério rómulo

15 Comentários Add your own

  • 1. Ana  |  6 abril, 2010 às 6:12 pm

    Mais um grande poema!
    bjs

    Responder
    • 2. Romério Rômulo  |  6 abril, 2010 às 7:40 pm

      muito obrigado, ana.
      romério

  • 3. Nina Rizzi  |  6 abril, 2010 às 7:10 pm

    e bota grandeza…
    ellenizei, visse.
    um beijo.

    Responder
    • 4. Romério Rômulo  |  6 abril, 2010 às 7:41 pm

      eu vi, nina.
      um beijo.
      romério

  • 5. Coveirinho Pop  |  6 abril, 2010 às 11:29 pm

    Um dia também evoluirei.
    Abraço ao amigo Romério.

    Responder
  • 6. Lou Vilela  |  7 abril, 2010 às 7:24 am

    Excelente, meu caro!

    Beijos

    Responder
  • 7. líria porto  |  7 abril, 2010 às 8:10 am

    lindo poema!

    acabo de chegar de ouro preto – se tivesse te visto por lá falava oi, poeta, como vai? risos

    besos

    Responder
  • 8. assis freitas  |  7 abril, 2010 às 9:10 am

    além de majestoso, Ellenizado. o poema parece sorrir, abraço

    Responder
  • 9. Roberta  |  9 abril, 2010 às 7:13 pm

    Lindíssimo, Romério. Um torpor atordoante como caber nas mãos de uma guerreira bela.

    Responder
  • 10. rogerio  |  10 abril, 2010 às 3:56 pm

    parabens meu amigo bom final de semana paz sempre

    Responder
  • 11. afinsophia  |  10 abril, 2010 às 4:21 pm

    Companheiro Romério,
    como diria Nietzsche, o poeta não é nada mais do que aqule que vai ao íntimo das coisas…
    Há muito que devíamos tê-lo incluído nos nossos favoritos, o que agora o fazemos.
    Abraços afinados!

    Responder
  • 12. Janaina Amado  |  10 abril, 2010 às 6:12 pm

    Com saudade da sua poesia, vim aqui e não me arrependi. Abraço.

    Responder
  • 13. Adélia Carvalho  |  10 abril, 2010 às 9:23 pm

    Doçura sem fim esse ‘caber’…
    Bom vir aqui ler você.
    Sempre lindo.
    Abraços

    Responder
  • 14. Mirse Maria!  |  11 abril, 2010 às 5:41 pm

    Só um grande poeta, uma grande mente, ousa olhar para as mãos e concluir: caibo nas mãos.

    Belíssima a essência do poema!

    Estava com saudades!

    Beijos

    Mirse

    Responder
  • 15. Jacqueline Aisenman  |  11 abril, 2010 às 6:24 pm

    Gostei mutio daqui! Abraços, Jacqueline

    Responder

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