trato

14 março, 2010 at 1:01 pm 21 comentários

 

sou fazendeiro do ar,
do mar, índia, portugal,
de natal, das trevas, minas.
sou fazendeiro da noite,
sou fazendeiro esquisito,
mais pra feio que bonito,
menos do bem que do mal.
claros delírios, donzelas
verdes azuis amarelas,
nascentes do meu jardim.
fazendeiro de fazendas,
mistura de pano e rendas,
de bois, jumentos e éguas.
cada passo eu piso léguas
da fazenda que há em mim.

(“bené para flauta e murilo”, edições dubolso, 1990)

Anúncios

Entry filed under: Uncategorized.

menino, menina pedra e ovo

21 Comentários Add your own

  • 1. roberto lima  |  15 março, 2010 às 2:15 am

    poema lindo, moço de felixlândia (que até hoje não descobri se é mais pra lá ou mais pra cá).

    abração do roberto.

    Responder
  • 2. assis freitas  |  15 março, 2010 às 10:29 am

    Com quantas fazendas se tece um poema, suspenso. Abraço.

    Responder
    • 3. Romério Rômulo  |  15 março, 2010 às 11:18 am

      assis freitas:
      as fazendas são muitas. obrigado.
      romério

  • 4. Romério Rômulo  |  15 março, 2010 às 10:32 am

    roberto lima:
    eu só nasci em felixlândia. meus pais moraram por lá uns 6 meses.
    nasci e tomei leite de égua, pois diziam ser o mais próximo do leite
    materno. fica mais pra lá, em algums casos, e mais pra cá, em outros.
    um grande abraço.
    romério

    Responder
  • 5. Adriana Godoy  |  15 março, 2010 às 11:34 am

    Romério, gosto desse troço todo. ” cada passo eu piso léguas da fazenda que há em mim” beijo

    Responder
    • 6. Romério Rômulo  |  15 março, 2010 às 3:52 pm

      adriana godoy:
      estas fazendas são amplas. um beijo.
      romério

  • 7. nina rizzi  |  15 março, 2010 às 1:43 pm

    arre égua, é o PIB todo das Geraes.. rsrs…
    ‘inda bem que isso dá essa poesia boa de se pisar e se esganar e se cheirar a terra. e pra não me renegar, eu tomo posse 😉

    beijo, romério.

    Responder
    • 8. Romério Rômulo  |  15 março, 2010 às 3:55 pm

      arre égua mesmo, nina. se não é todo o pib, é boa parte.
      tomada a posse, ainda sobra muita fazenda.
      um beijo.
      romério

  • 9. Pedro Ramúcio  |  16 março, 2010 às 12:17 am

    Romério,
    Do poeta que há em ti, fazendeiro de versos…

    Abraço valadarense,
    Pedro Ramúcio.

    Responder
    • 10. Romério Rômulo  |  16 março, 2010 às 1:37 am

      pedro ramúcio:
      muito obrigado.
      meu abraço de ouro preto.
      romério

  • 11. roberto lima  |  16 março, 2010 às 4:55 am

    Romério,
    temos um início parecido. Apenas (o que já é um tantão) nasci em Pedra Corrida. Minha família saiu de lá quando eu tinha 4 meses de idade. Voltei aos 17 para pegar a segunda via da certidão de nascimento e aos 40, para rever a casa onde nasci e fechar um ciclo, mas ela havia sido arrastada na grande enchente de 1979.
    Terá a água barrenta do Rio Doce levado um pedaço grande de mim?

    Abraço imenso do
    Roberto.

    Responder
    • 12. Romério Rômulo  |  16 março, 2010 às 6:52 pm

      roberto:
      você é do rio doce. eu, do são francisco.
      por sinal, ouro preto é o divisor de águas das 2 bacias.
      um abraço.
      romério

  • 13. Carla  |  16 março, 2010 às 4:19 pm

    lindeza esse fazendeiro e suas imperfeições – tão gente. poeta. 🙂

    Responder
  • 14. Romério Rômulo  |  16 março, 2010 às 6:54 pm

    carla:
    este fazendeiro sou eu. me descrevo nele.
    romério

    Responder
  • 15. rogerio  |  16 março, 2010 às 7:31 pm

    muito bonito de forma simples e rica

    Responder
  • 16. Beta  |  17 março, 2010 às 11:24 am

    fazendeiro romério: extensões de mar e de ar, terra, poesia. encantos que não se medem em hectares. 🙂

    Responder
  • 17. Alberto Bilac de Freitas  |  17 março, 2010 às 10:05 pm

    Caro Romério e leitores, Leiam no blog Terra Goyazes, mais um capítulo da série A Idade das Trevas, inventário sobre o ruinoso período do tucanato no poder (1994-2002)! No ar e na rede o capítulo: O mito da eficiência da iniciativa privada, no endereço: http://terragoyazes.zip.net

    Responder
  • 18. Luma  |  18 março, 2010 às 9:54 am

    Nossos quintais!! Quintais da alma!!

    *Só pra constar: A palavra quintal vem de quinta, que significa fazenda…rs.

    Romério, disse lá no blogue que faz parte do instituto carlos scliar, situado aqui em Cabufa. Não sei se a página http://www.carlosscliar.com/ pertence ao instituto, mas está suspensa?

    Beijus,

    Responder
  • 19. Adélia Carvalho  |  19 março, 2010 às 12:30 am

    Que essa fazenda seja sempre próspera de palavras e dessa beleza que não canso de apreciar.

    Responder
  • 20. Sílvia  |  19 março, 2010 às 9:59 am

    cada passo eu piso léguas
    da fazenda que há em mim.

    eu também tento 🙂

    Responder
  • 21. Natália Nunes  |  31 março, 2010 às 11:18 am

    sonoro 🙂
    gostei.

    Responder

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Trackback this post  |  Subscribe to the comments via RSS Feed


Feeds

março 2010
S T Q Q S S D
« fev   abr »
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728
293031  

RSS Fênix em Verso e Prosa

  • Ocorreu um erro. É provável que o feed esteja indisponível. Tente mais tarde.

%d blogueiros gostam disto: