beira-mar e outros

3 janeiro, 2010 at 7:45 pm 16 comentários

somos loucos da estrada. nosso pasmo
resvala todo por noites e favelas.
nosso trio flanado nas prisões
vê o pó que sucumbe os destinos.

quantas pragas velamos? quantos somos
na poeira das vidas? quantos nus
se fizeram sobre nós? quantos, tantos
foram os ossos esmagados sobre?

a pura idéia, somos tão imensos, de
tantos braços soltamos sobre vidas
pálidas vidas, perdidas entre pragas
tantas vidas temos. tantas vidas!

(beira-mar e outros)

 

[Per Augusto & Machina]

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quando os bagaços louco,cimentado

16 Comentários Add your own

  • 1. Mariana  |  4 janeiro, 2010 às 6:43 am

    romério,

    devo dizer: uau! essa última estrofe então, só dá espaço para suspiros, cala qualquer palavra.

    abraço

    Responder
    • 2. Romério Rômulo  |  4 janeiro, 2010 às 11:36 am

      mariana:
      o seu uau! é significativo.
      um abraço.
      romério

  • 3. Adriano Nunes  |  4 janeiro, 2010 às 9:58 am

    Caro Romério,

    Belíssimo poema! Amei tudo! A maneira como foi construído é sublime! Parabéns!

    Grande abraço,
    Adriano Nunes.

    Responder
    • 4. Romério Rômulo  |  4 janeiro, 2010 às 11:37 am

      adriano:
      este poema é do “per augusto”. a coisa lá anda nestes termos.
      um abraço.
      romério

  • 5. nina rizzi  |  4 janeiro, 2010 às 1:26 pm

    romério, não que eu seja conhecedora da sua poesia (antes, amante), mas achei esse poema “diferente” dos seus outros, e tão belodelícia de se morder quanto.

    um beijo, da minha beira-mar “pra inglês ver”.

    Responder
    • 6. Romério Rômulo  |  4 janeiro, 2010 às 5:57 pm

      nina: se você sentiu diferenças, acho positivo. nunca tenho muita clareza disso.
      vai um beijo da minha vila.
      romério

  • 7. vários um  |  4 janeiro, 2010 às 4:58 pm

    lindo!

    Responder
    • 8. Romério Rômulo  |  4 janeiro, 2010 às 5:58 pm

      vários um:
      agradeço.
      romério

  • 9. Ana  |  4 janeiro, 2010 às 8:07 pm

    Grande poeta!
    Diz, esse teu livro PER AUGUSTO irá chegar a Portugal?
    bj

    Responder
    • 10. Romério Rômulo  |  4 janeiro, 2010 às 9:46 pm

      ana:
      sei que esse livro é facilmente encontrável na internet.
      sugiro o endereço
      http://www.estantevirtual.com.br/
      fazer a pesquisa com o meu nome “romerio romulo” facilita.
      um beijo.
      romério

  • 11. Janaina Amado  |  5 janeiro, 2010 às 4:19 pm

    A este poema voltei várias vezes, em “Per Augusto”. Ele me atrai, sinto um misto de desespero, ironia e esperança. Viajei nessa sua estrada, poeta?

    Responder
  • 12. Romério Rômulo  |  5 janeiro, 2010 às 4:45 pm

    janaína:
    acho o livro muito amargo. a estrada é a que você sugere.
    romério

    Responder
  • 13. Graça Pires  |  7 janeiro, 2010 às 1:21 pm

    Um poema muito realista, muito triste.
    Um abraço.

    Responder
  • 14. Romério Rômulo  |  7 janeiro, 2010 às 4:27 pm

    concordo, graça.
    um abraço.
    romério

    Responder
  • 15. LauraAlberto  |  15 janeiro, 2010 às 3:25 pm

    Nem encontro palavras para descrever.
    Lindissimo!

    Responder
  • 16. Romério Rômulo  |  15 janeiro, 2010 às 4:35 pm

    lauraAlberto:
    muito obrigado.
    romério

    Responder

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