quando os bagaços

27 dezembro, 2009 at 9:22 am 12 comentários

parte cortada em sangue e ferro quente
o corpo reconduz-se, por pedaços,
ao mundo seu, no centro destas gentes.

quando os bagaços revivem, massacrados,
os dentes rangem como humilhados
perdidos no arsenal das frontes tristes.

em pandemônios mentais, delírios sólidos,
com as carências biológicas dos bólidos
que antecipam a luta já em riste.

em seus cavalos, titãs, os corpos rangem
como se fossem máquinas exangues
movidos, eles, no caudal de sangue
que exagera a vida. a sobra é triste.

(quando os bagaços)

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cândidos, um sopro beira-mar e outros

12 Comentários Add your own

  • 1. gisela Rosa  |  27 dezembro, 2009 às 10:21 am

    Vim aqui desejar-lhe um bom final de ano e um excelente recomeço de 2010!

    Grande abraço Rómulo

    Responder
  • 2. gisela Rosa  |  27 dezembro, 2009 às 10:21 am

    Pode-me visitar também em A linguagem dos rostos.
    Abraço

    Responder
  • 3. nydia  |  27 dezembro, 2009 às 10:40 am

    A sobra é triste, Romério…

    Que em 2010 possa sobrar um pouco mais de alegria para todos.

    beijooos

    Responder
  • 4. Moacy Cirne  |  27 dezembro, 2009 às 12:57 pm

    Que 2010
    seja um belo ano procê,
    meu caro.
    E que a sua boa (ótima, melhor dizendo)
    continue nos iluminando.

    Um abraço.

    Responder
  • 5. Mariana  |  28 dezembro, 2009 às 8:46 am

    belo poema, caro romério,

    bom poema seu não é novidade, mas é sempre muito bem vindo.

    Responder
  • 6. berenice  |  31 dezembro, 2009 às 10:04 am

    Embora nosso calendário insista em dar um início e um fim aos nossos dias, estamos sempre dando voltas. Nessas voltas te encontrei e foi um prazer! Que venha mais, um novo início! Feliz ano bom, Romério 🙂

    bjo
    Berenice

    Responder
  • 7. Janaina Amado  |  31 dezembro, 2009 às 3:29 pm

    Romério,
    Passei aqui para um abraço amigo, junto com os votos de criatividade e saúde para 2010. Gostei muito do seu último livro.

    Responder
  • 8. Adriano Nunes  |  31 dezembro, 2009 às 5:57 pm

    Caro Romério,

    Feliz Ano Novo! Paz e Luz!

    Grande abraço,
    Adriano Nunes.

    Responder
  • 9. nina rizzi  |  2 janeiro, 2010 às 1:28 pm

    um bom anotodo, romério.
    repleto das mais belas auroras, delírios sólidos…

    um cheiro.

    Responder
  • 10. Moacy Cirne  |  2 janeiro, 2010 às 5:19 pm

    Meu caro,
    antes tarde do que nunca:
    grato pela citação do Balaio em Nassif.
    Você se encontra no Rio ou em Minas?

    Abração.

    Responder
  • 11. Ana  |  2 janeiro, 2010 às 7:59 pm

    O poema, mais uma vez forte, reserva alguma tristeza…
    beijinho

    Responder
  • 12. vários um  |  4 janeiro, 2010 às 5:00 pm

    incrível!
    a, caudal de sangue que exagera a vida!
    muito bom.
    feliz 2010 romério!

    pedrin lobato

    Responder

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