24 setembro, 2009 at 8:23 am 50 comentários

a bunda verde, escândalo da noite,
alarga o riso e o sal da madrugada.
o sal da alma traveste-se em quesitos
de uma avenida torpe, resvalada
de merdas e detritos
e fosse eu a última morada
a claudicar atritos.

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Entry filed under: Matéria Bruta.

quando nasci no cosmopolitismo das moneras

50 Comentários Add your own

  • 1. Graça Pires  |  24 setembro, 2009 às 9:54 am

    “a bunda verde, escândalo da noite,
    alarga o riso e o sal da madrugada.”
    Gostei imenso.
    Um abraço.

    Responder
    • 2. Romério Rômulo  |  25 setembro, 2009 às 11:26 am

      graça:
      obrigado pelo comentário.
      um abraço.
      romério

  • 3. Carla  |  24 setembro, 2009 às 12:56 pm

    O mistério da poesia me aflige: fico sem entender o porque de certas palavras dançarem infinitamente em meus pensamentos depois que leio. O que dizem elas? Aqui dança o “claudicar atritos”, e dança aos tropeços. Manco.

    Responder
    • 4. Romério Rômulo  |  25 setembro, 2009 às 11:28 am

      carla:
      eu também me impressiono com esse mistério. nela, a poesia,
      tenho mais dúvidas do que certezas. sempre.
      romério

  • 5. Natália Nunes  |  24 setembro, 2009 às 6:18 pm

    a bunda verde me roubou a atenção.

    Responder
    • 6. Romério Rômulo  |  25 setembro, 2009 às 11:31 am

      natália:
      por algum motivo bundas e putas se destacam. o que tem de pesquisa sobre o meu poema “putas” não é pouco. e bunda verde
      tem suas peculiaridades..
      romério

  • 7. fernando  |  25 setembro, 2009 às 10:57 am

    quem é o autor?
    Cid

    Responder
    • 8. Romério Rômulo  |  25 setembro, 2009 às 11:33 am

      cid:
      todos os poemas do blog são meus, com poucas exceções.
      quando de outro autor, ele é citado.
      romério

  • 9. nina rizzi  |  25 setembro, 2009 às 1:43 pm

    é, as putas fazem um enorme sucesso e não é de hoje. veja, até entre os dominicanos inquisidores, lol!

    mas a merda também! que o digam os beats (que nem são a sua “cara”), bukowskis e metidos a eles, como certas meninas… noutri dia lia “diário de uma pervertida”, de autoria desconhecida, mas atribúido a uma famosa cantora alemã do zéculo XIX. o médico dela que prefacia o livro (junto com o guillaume apollinaire), diz que quando “comeu seu rabo” (linguagem do doutor), saiu a merda, ele limpou com um lenço que guarda e cheira todos os dias com muito carinho… rsrsrs

    uma patota da universidade fez manifestação contra o reitor, que diz a universidade nao ser lugar pra pobres, defecou aos pés dele.

    todos temos bunda, amamos de algum modo as putas (ou somos). o mundo é escatológico, caríssimo.

    um beijo.

    Responder
  • 10. Romério Rômulo  |  25 setembro, 2009 às 4:59 pm

    caríssima nina:
    sinto discordar de você,pois não vejo o mundo como escatológico, no seu sentido. as escatologias de fato ocorrem, mas não me impressionam, pois são criações sociais. sobre as putas vejo sempre desprezo e curiosidade.
    um beijo.
    romério

    Responder
  • 11. Beta  |  25 setembro, 2009 às 5:07 pm

    Eu concordo com a Carla, que aqui escreveu da aflição e do mistério dançante de certas palavras. E também com nina rizzi, sobre o mundo ser escatológico. E no entre disso tudo, meus olhos resvalam do sal da alma para a bunda verde, ambos com sua mesma cota de escândalo.. O mistério da poesia, o misterio dá poesia. E atritos, sempre.

    Responder
    • 12. Romério Rômulo  |  25 setembro, 2009 às 5:31 pm

      roberta:
      entre concordâncias e discordâncias temos de caminhar.
      os atritos claudicam, tortos que são. e os caminhos, tortos
      todos, terão que ser aparados. poesia, vida e aflição são irmãs.
      romério

  • 13. fernando  |  25 setembro, 2009 às 6:14 pm

    Parabéns!

    Responder
  • 14. Romério Rômulo  |  25 setembro, 2009 às 6:44 pm

    obrigado, cid.
    romério

    Responder
  • 15. Gilberto Marotta  |  25 setembro, 2009 às 6:50 pm

    Oi, Romério! Vim retribuir a visita. 🙂 Um abraço, poeta!

    Responder
  • 16. Romério Rômulo  |  25 setembro, 2009 às 7:00 pm

    obrigado, gilberto.
    um grande abraço.
    romério

    Responder
  • 17. rogerio  |  25 setembro, 2009 às 10:08 pm

    to sempre aqui ! fica na paz otimo final de semana

    Responder
  • 18. Romério Rômulo  |  26 setembro, 2009 às 9:34 pm

    um grande abraço, rogério.
    romério

    Responder
  • 19. Janaina Amado  |  27 setembro, 2009 às 2:06 pm

    Este poema da bunda verde é espetacular. Posso publicá-lo futuramente no enredosetramas?

    Responder
    • 20. Romério Rômulo  |  27 setembro, 2009 às 6:28 pm

      janaína:
      você pode publicar qualquer texto meu. a bunda verde é um
      desafio.
      romério

  • 21. patricia caldas  |  27 setembro, 2009 às 4:44 pm

    oi,
    aqui na espanha também há bundas verdes.
    bj de madrid
    pa

    Responder
    • 22. Romério Rômulo  |  27 setembro, 2009 às 6:30 pm

      pat:
      bunda verde é um fenômeno mundial. você deve encontrar umas tantas pintadas pelos mestres daí.
      um beijo.
      romério

  • 23. nikolaitrusevich  |  3 outubro, 2009 às 1:30 pm

    Valeu, Romerio. o Terra do Leite Quente está “engatinhando” ainda. com sorte, em breve postarei mais “novidades” lá.

    valeu! abraço

    Responder
    • 24. Romério Rômulo  |  8 outubro, 2009 às 11:16 pm

      nikolai:
      vou acompanhar. um abraço.
      romério

  • 25. Turbina de Ideias  |  6 outubro, 2009 às 6:48 pm

    Olá, Rmerio. Vim retribuir a visita ao Turbinas e gostei do que vi aqui. Abraços

    Responder
    • 26. Romério Rômulo  |  8 outubro, 2009 às 11:17 pm

      turbina:
      vamos trocar experiências. muito obrigado.
      romério

  • 27. Professor Inepto  |  7 outubro, 2009 às 7:05 pm

    Olá prezado companheiro, belos dotes tendes. Realmente, pertences a classe sangue azul neste Brasil.

    Responder
    • 28. Romério Rômulo  |  8 outubro, 2009 às 11:18 pm

      professor:
      muito obrigado. meu sangue contém estranhezas.
      romério

  • 29. SOL  |  8 outubro, 2009 às 9:04 pm

    Romério…bem, ..pois…hehehehe nunca vi uma bunda verde massss………….tudo bem que seja…eheheh
    Bjinhos com….SOL

    Responder
    • 30. Romério Rômulo  |  8 outubro, 2009 às 11:20 pm

      SOL :
      as bundas verdes não são tantas. mas existem.
      um beijo.
      romério

  • 31. Meg  |  9 outubro, 2009 às 10:23 am

    Romério,

    Bundas verdes, desafio ou provocação?
    Vou pela provocação… e claudicando atritos, tal como eu os sinto.
    Reconheço-te em cada palavra… será?
    Um beijo
    meg

    Responder
  • 32. Romério Rômulo  |  9 outubro, 2009 às 7:03 pm

    meg:
    talvez os dois.
    um beijo.
    romério

    Responder
  • 33. Moacy  |  10 outubro, 2009 às 11:36 am

    Meu caro,
    publiquei um poema seu
    no Balaio de hoje.

    Abraços.

    Responder
    • 34. Romério Rômulo  |  13 outubro, 2009 às 4:23 pm

      muito obrigado, moacy. todos os dias vejo o balaio.
      um abraço.
      romério

  • 35. Putinho  |  12 outubro, 2009 às 4:43 pm

    Seria esta bunda da Marina Silva? Verde por fora e vermelha por dentro?

    Abraços do Justiceiro da Verdade.

    http://blogdoputinho.wordpress.com

    Responder
    • 36. Romério Rômulo  |  13 outubro, 2009 às 4:25 pm

      putinho, justiceiro:
      sua sugestão faz sentido. todo justiceiro vai além.
      um grande abraço.
      romério

  • 37. Daise  |  15 outubro, 2009 às 9:55 pm

    …porque a poesia não pode passar despercebida.

    Que a poesia jamais passe despercebida.

    (há verbo que se faça sobre nós?)

    Tão bonito isso.

    Um beijo e até a próxima – breve – visita.

    Responder
    • 38. Romério Rômulo  |  16 outubro, 2009 às 7:10 pm

      daise:
      estaremos juntos, certamente.
      um beijo.
      romério

  • 39. Izelda Maia Nunes  |  16 outubro, 2009 às 8:25 am

    Grande Poeta!
    Como sempre, nos surpreendendo com suas poesias.

    Recebemos o seu novo livro, estámaravilhoso, parabéns! E obirgada pelo presente.
    grande abraço.

    Responder
    • 40. Romério Rômulo  |  16 outubro, 2009 às 7:11 pm

      izelda:
      o livro está aí para avaliação.
      um abraço no carlinhos. um beijo em você.
      romério

  • 41. pedro  |  16 outubro, 2009 às 3:40 pm

    eco bunda

    Responder
  • 42. Romério Rômulo  |  16 outubro, 2009 às 7:12 pm

    pedro:
    faz sentido.
    um abraço.
    romério

    Responder
  • 43. Nivia  |  16 outubro, 2009 às 10:25 pm

    Ô Rô-Rô, dá um tempo no ativismo blogosférico e manda ver numa poesia nova pr’eu replicar no meu blog, com todo o prazer, sô!

    Quero dar uma força, companheiro, mas não posso chegar junto dessa sua bunda verde, rsrsrs, que meu público, sei lá… é convervador por demais, rsrsrs.

    Brincadeira, te adoro! Abs. Nivia.

    Responder
  • 44. Romério Rômulo  |  17 outubro, 2009 às 9:27 am

    nívia:
    escolha qualquer outro poema do blog. a bunda verde é uma passagem.
    um grande abraço.
    romério

    Responder
  • 45. Adriana Godoy  |  17 outubro, 2009 às 7:30 pm

    Sempre venho aqui e me delicio com sua poesia e seus textos tão originais. Só pra vc saber que gosto muito sempre. beijo.

    Responder
    • 46. Romério Rômulo  |  17 outubro, 2009 às 8:13 pm

      adriana godoy:
      me alegro com a sua vinda. e com as suas observações.
      um beijo.
      romério

  • 47. Luma  |  18 outubro, 2009 às 1:07 am

    O que seria uma bunda verde?

    Imatura, não madura, que não se escuta frémito, nem atritos pleurais?

    Beijus,

    Responder
  • 48. Romério Rômulo  |  18 outubro, 2009 às 11:54 am

    luma:
    permanece o mistério.
    um beijo.
    romério

    Responder
  • 49. f@  |  20 outubro, 2009 às 12:54 pm

    Gosto mto do sal da poesia

    sempre o B E L O SUA POESIA

    BEIJO

    Responder
    • 50. Romério Rômulo  |  22 outubro, 2009 às 2:40 pm

      f@:
      sempre volte.
      um beijo.
      romério

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