14 setembro, 2009 at 8:17 am 11 comentários

operar um açoite, quando o tempo
sonoro se arrefece num arregalo
de medo e uivo. dor, tormenta
será o que sobrar nesta cidade.

dardos por olhos, sempre desfibrados
calentam a timidez de certos corpos
no ruído da mão, sempre latente.

-há verbo que se faça sobre nós?

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Entry filed under: Uncategorized.

a tua noite é vesga, a tua ânsia é água quando nasci

11 Comentários Add your own

  • 1. Moacy Cirne  |  14 setembro, 2009 às 9:01 am

    dardos por olhos
    olhos por dados:
    a poesia sobre
    todos nós.

    Responder
  • 2. Natália Nunes  |  14 setembro, 2009 às 12:41 pm

    o ruído que virá a ser e os verbos numa coroa oculta.

    Responder
  • 3. Ana Cecília  |  15 setembro, 2009 às 8:23 am

    Parafraseando o poeta: E se uma tempestade de poesia caísse sobre nós?
    Assim, o seu poema.
    Um abraço!

    Responder
  • 4. Adriana  |  15 setembro, 2009 às 3:07 pm

    há verbo sobre nós,sim…lindo poema

    Responder
  • 5. Alessandra Guerra  |  15 setembro, 2009 às 5:33 pm

    lindo…

    Responder
  • 6. Beta  |  15 setembro, 2009 às 11:11 pm

    Imagens poderosas, e essa capacidade de traduzir o que é tão íntimo..

    Responder
  • 7. Fernanda  |  16 setembro, 2009 às 3:15 pm

    Romério
    Que Poema lindo….
    Obrigada pela visita…. temos que marcar algo.
    Fernanda

    Responder
  • 8. Carla  |  16 setembro, 2009 às 10:52 pm

    Romério,
    Agradeço pela visita lá.
    E lindo poema, suavemente intenso como os silêncios? “há verbo?”

    Responder
  • 9. nina rizzi  |  17 setembro, 2009 às 10:35 am

    penso que, assim como todo ato é político, tudo é verbo. até mesmo o silêncio.

    dizer da tua poética: incrível, será pleonasmo?

    um beijo.

    Responder
  • 10. Graça Pires  |  18 setembro, 2009 às 4:34 pm

    No princípio era o verbo. E no fim também.
    Um belo poema.
    Abraço.

    Responder
  • 11. Ana  |  18 setembro, 2009 às 5:46 pm

    Poesia intensa em semiótica pura. Gosto muito
    bj

    Responder

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