texto da revolução contida

15 julho, 2009 at 8:32 am 30 comentários

há um tempo.
mesmo das infidelidades há um tempo.
o olho do campo regurgita os pastos.

há um tempo.
mesmo da permanência havida há um tempo.
os bruscos lençóis resvalam cores
amplas de medo.

há um tempo.
mesmo de braços contidos há um tempo.
sem mais ver,
bruscos rugidos vão prestar tempestades.

quantas noites os tumultos violam
de manter falências e medos?
quantas gargantas se contêm de dizer?

há um tempo. claro e justo tempo

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Entry filed under: Matéria Bruta.

30 Comentários Add your own

  • 1. Natália Nunes  |  15 julho, 2009 às 1:19 pm

    muito bonito!

    a começar pelo título, que me puxou os olhos.

    Responder
  • 2. Mariana  |  16 julho, 2009 às 7:50 am

    romério,

    eu li como se dissesse tudo o que você diz no poema. hoje, seu poema me leu.

    abraço grande
    mariana

    Responder
  • 3. Meg  |  17 julho, 2009 às 1:53 pm

    Romério,

    Num tempo sem tempo, venho só deixar-te um abraço e “roubar-te” mais um poema… inconfundível!

    Beijo

    Meg

    Responder
  • 4. CRIS LIMA  |  18 julho, 2009 às 2:25 pm

    já faz um certo tempo que por aqui não apaRecia,mas sempre em tempo retorno
    bj e afeto
    CRIS LIMA

    Responder
  • 5. Lou  |  19 julho, 2009 às 8:17 pm

    Sim, poeta, há um tempo… e você sobre explorá-lo muito bem!

    Abraços,
    Lou

    Responder
  • 6. Ana  |  22 julho, 2009 às 5:29 pm

    belo poema!

    Responder
  • 7. Hercília Fernandes  |  22 julho, 2009 às 11:01 pm

    Belo poema, Romério.
    Palavras que elevam as emoções, as in-
    certezas…

    Beijo, poetíssimo!
    H.F.

    Responder
  • 8. Mônica  |  23 julho, 2009 às 9:38 pm

    eu, de quando em vez, por aqui …
    passo.
    e bebo na fonte,
    passos.
    de saltos e largos – horizontes!
    (sua poesia inspira, revoluciona, instiga…sou eterna aprendiz!)

    Beijão,
    Mônica

    Responder
  • 9. fabio freire  |  24 julho, 2009 às 1:23 pm

    Romério seu poema nasceu na mesma data da comemoração do meu aniversário,eu leio e releio como um presente
    pelas mãos que abrem os portões do Ceu para uma viagem infinita,acaso do Tempo
    Muito obrigado

    fabio freire

    Responder
  • 10. Bruna Mitrano  |  29 julho, 2009 às 9:52 pm

    “quantas gargantas se contêm de dizer?”, mui lindo isso, meu caro Romério. Amei esse seu poema. Que bom que passei aqui no seu espaço hoje…preciso voltar mais vezes.

    Responder
  • 11. Maria Paula Alvim  |  5 agosto, 2009 às 7:55 pm

    Pois é… há um tempo… Muitíssimo bom, Rômulo ( cheguei aqui a partir da publicação do seu trabalho no blog da Nina Rizzi). Abraço.

    Responder
  • 12. Pedro Lobato Pinto de Moura  |  5 agosto, 2009 às 8:38 pm

    tipo: “o poema me leu”.

    valeu, romério!

    Responder
  • 13. Adriana  |  6 agosto, 2009 às 3:50 am

    Nesse tempo, há espaço pra tudo…muito bom o poema.

    Responder
  • 14. Roberta  |  6 agosto, 2009 às 9:34 am

    Aprender a cadência desse tempo, claro e justo, pelo ritmo dos seus versos, que é o ritmo da vida. Das horas que nos geram, e a orfandade que há em nós. Muito belo!

    Responder
  • 15. Janaina Amado  |  6 agosto, 2009 às 9:11 pm

    Romério Rômulo, cadê você, em qual tempo anda? Saudade da sua poesia!

    Responder
  • 16. Pedro Du Bois  |  8 agosto, 2009 às 9:51 am

    Caro Romério, interessante notar como você conduz o tempo até que ele se justifique: justeza. Parabéns. Abraços, Pedro.

    Responder
  • 17. Mirse  |  9 agosto, 2009 às 10:02 am

    Há um tempo em suas repetições de tempo mesmo, só que de forma belíssima, transcrita com a sua maestria.

    Aplausos, Romério!

    Não estou recebendo mais os feeds. Estava com saudades da sua leitura fenomenal!

    Parabéns!

    Beijos

    Mirse

    Responder
  • 18. Alberto Bilac de Freitas  |  16 agosto, 2009 às 12:41 pm

    Caro Romério,

    Tomei a liberdade de adicioná-lo aos meus links favoritos.

    Abraço do Alberto

    Responder
  • 19. Pedro Lobato  |  17 agosto, 2009 às 1:43 pm

    e há romério rômulo
    que é um poeta de verdade
    em plena atividade

    Responder
  • 20. berenice  |  19 agosto, 2009 às 12:24 pm

    a estranha essência do poeta… sempre é tempo. passa lá Romério, no meu cantinho.

    bjos
    berenice

    Responder
  • 21. rogerio  |  19 agosto, 2009 às 1:27 pm

    o poema no blog da berenice realmente e muito bom ,lendo oltros aqui ja coloquei como favoritos abraçao

    Responder
  • 22. fátima queiroz  |  20 agosto, 2009 às 9:20 pm

    olá, romério
    estamos te esperando no ” gato da odete ” querido, será um prazer
    um abraço

    fátima queiroz

    Responder
  • 23. Luciana Klopper  |  21 agosto, 2009 às 5:34 pm

    seus poemas são lindos, aguardo uma visita
    bjs

    Responder
  • 24. fátima queiroz  |  21 agosto, 2009 às 8:14 pm

    olá, romero

    quais as suas dúvidas?
    me envie um e-mail que vou te explicar direitinho, faço questão de vc no gato

    anote ai

    fatqueiroz2008@gmail.com

    me envie seu e-mail para enviar convite para participar do gato, vc terá que aceitar, entendeu?
    aceitando fica mais fácil para te orientar, ok?
    bjs pra vc e bom final de semana

    Responder
  • 25. Wir Caetano  |  24 agosto, 2009 às 10:41 am

    bacana, romércio. leia no monlover.wordpress meu poema “sonetilho do falso drummond de andrade”. talvez eu participe da semana drummond, em itabira. não sei ainda. abç

    Responder
  • 26. Beta  |  24 agosto, 2009 às 11:55 am

    É hora de atualizar, não? Que a saudade clama novos versos bravios! 🙂

    Responder
  • 27. Beta  |  24 agosto, 2009 às 5:51 pm

    Eu entendo, é só a vontade de ler sempre o que encanta por aqui! Aguardo, então. beijo! =)

    Responder
  • 28. Moacy  |  25 agosto, 2009 às 2:12 am

    Meu caro,
    você está no Balaio.
    Hoje.

    Abraços.

    Responder
  • 29. fátima queiroz  |  25 agosto, 2009 às 2:32 pm

    olá, romerio

    vc recebeu meu e-mail?
    te esperando, viu?
    bjs querido

    Responder
  • 30. marden  |  31 agosto, 2009 às 4:36 pm

    Romério, grande prazer recebê-lo lá no blog e em lê-lo aqui! A propósito, como chegou lá no “caos”?

    Grande abraço

    Marden

    Responder

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