(intima, sua luz refrega substância.)

15 maio, 2009 at 7:14 am 6 comentários

as putas ferem a noite com um olhar de luz.
vermelhos, sabem quando a cama resvalada
pode ser vista dos ângulos.
sabem-se frutas tão nascidas quando
ressecadas
e a prenhez de suas valas cabem, de mãos,
toda a terra.
o homem furtivo lhes deriva a noite
como canto. quando o estalar da terra
fala, um novelo contém o corpo.
há que tocar o novelo, feri-lo e resguardar
seus montes.

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Entry filed under: Matéria Bruta. Tags: , .

o objeto de mim as putas

6 Comentários Add your own

  • 1. Yvy  |  16 maio, 2009 às 10:19 am

    Ameiiiiiiiiii, Romério!
    Forte, agressivo …

    “as putas ferem a noite com um olhar de luz”

    e iluminam os amantes de prazer…

    Abrs.

    Responder
  • 2. Yvy  |  16 maio, 2009 às 12:23 pm

    Então… pois é Romério, nem pedi sua autorização e coloquei no blog :).

    Abrs!

    Responder
  • 3. meg  |  16 maio, 2009 às 2:55 pm

    Romério,
    poema pedrada
    provocação
    e a tremenda veleidade que ouso ter – a de ser já capaz de reconhecer um poema teu.
    Matéria Bruta continua a ser um desafio.

    Um beijo
    meg

    Responder
  • 4. Ana  |  16 maio, 2009 às 6:02 pm

    Gosto desta poesia nua, dura, cortante.
    bj

    Responder
  • 5. Betty  |  16 maio, 2009 às 8:08 pm

    .__________querido Romério

    palavras tão cheias de significado!

    “matéria bruta”…_____hoje____dá-se como perdida nas ruas
    ______que lhe roubou_____________até os remorsos

    .uma maneira de não querer nem.a.luz-nem.o.escuro
    parecia que não tinha costelas a proteger o coração____como se fosse cair
    um compromisso entre a distância___ e o muro
    .de não matar a vida________ mas de a trair_______…

    ____________________///

    beijO____ternO
    bFsemana

    Responder
  • 6. Mirse Maria  |  2 junho, 2009 às 1:08 pm

    Putas, ftutas, prenhez…Homem, enfim a refrega da substância.

    Para as que não tem opção ou para aquelas que se profisionalizam para alimentar os filhos e até os netos.

    Muito lindo!

    Parabéns, poeta!

    Beijos

    Mirse

    Responder

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