Archive for abril, 2009

ROMÉRIO RÔMULO: o cantador de mistérios em Vila Rica

 

Entrevista a Hercília Hernantes, do Novidades e Velharias

eu faço poesia
porque a vida não basta
e preciso dividir mistérios

Estes são os versos iniciais do poema Para Renata do poeta mineiro Romério Rômulo.

O artista e educador Romério Rômulo é natural de Felixlândia-MG e reside na histórica cidade de Ouro Preto-MG, onde atua como professor de Economia Política na Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP).

A sua trajetória literária comporta várias publicações em livro, destacando-se as obras: Só pedras no caminho pedras pedras só pedras nada mais (Lemi, BH, 1979); Anjo Tardio (Edição do Autor, Ouro Preto, 1983); Bené para Flauta e Murilo (Edições Dubolso, Sabará, 1990) e Tempo Quando (Dubolso, 1996). Também consta em sua trajetória literária o Prefácio da primeira edição assinada das poesias eróticas de Bernardo Guimarães, “O Elixir do Pajé” (Dubolso, 1988) e a sua efetiva colaboração na fundação do Instituto Cultural Carlos Scliar.

Na web, o poeta difunde as suas linhas poéticas no blog Romério Rômulo e, atualmente, dedica-se ao lançamento do livro Per Augusto & Machina, que será publicado, ainda neste semestre de 2009, pela editora Altana.

A poesia de Romério Rômulo trafega o universo dos sonhos e da materialidade, daquilo que é, simultaneamente, imaterial e palpável na palavra, na arte e existência humana. Através de inquietações, reflexões profundas e buscas por sentidos, o poeta voa os labirintos do devaneio poético e da universalidade, onde delineia o próprio reconhecimento e, concomitantemente, a sua identidade histórica.

Em entrevista concedida ao Novidades & Velharias[1], Romério Rômulo expõe as suas concepções acerca de homem comum e poeta, explicitando quando e como lhe ocorreu a descoberta da poesia e a consciência artística, atestando que no princípio da carreira sentia-se um poeta maldito, um Baudelaire, algo assim. Esclarece, também, os motivos que perpassam suas linhas poéticas, as influências culturais e literárias da antiga Vila Rica, onde acena que por vezes se considera um personagem do século 18, e que não há em sua poesia rupturas claras com o passado, o que leva-o a beber nas águas dos poetas da Inconfidência.

Acerca dos mistérios intrínsecos à poesia, à atividade do poeta e a relevância da experiência poética para a existência humana, Romério Rômulo elucida que os mistérios são as não-respostas, os avessos e até os direitos não compreendidos e que compartilhar os mistérios da vida não é a única razão da poesia, mas é, certamente, uma delas.

Além de questões conceituais e a trajetória criadora do artista, o poeta mineiro reflete alguns elementos imbricados em poemas como Para Renata, Uma bravura regenera a noite, Cândidos, um sopro; e, apresenta as linhas gerais de seu novo trabalho poético: Per Augusto & Machina. Sobre o seu novo livro, o poeta elucida as relações entre nuvens e materialidade corpórea, onde acena que o mundo transita entre o fluido e o palpável. (mais…)

27 abril, 2009 at 11:49 am 19 comentários


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