pura pedra

24 março, 2009 at 7:50 am 28 comentários

meu poema seco,
rastro de sol e cerrado,
carrega uma moldura de ferro.
montanha e água,
meu poema seco
traça uns caminhos de rio.

os cavalos do poema
são trevas da poeira vivida,
do esgarçado dos dentes
em iscas do outro lado.

a manhã que encobre tudo
lambe, azeda, meu corpo de tormenta.

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ventania a paixão do poeta

28 Comentários Add your own

  • 1. Moacy Cirne  |  24 março, 2009 às 8:11 am

    o poema,
    puro e seco,
    diz de sua poeticidade:
    razão e expressão.
    e os cavalos do poema
    são pura poesia.

    abraços.

    Responder
    • 2. Romério Rômulo  |  24 março, 2009 às 10:15 pm

      moacy:
      os cavalos do poema são muitos.coisa do sertão.
      um abraço.
      romério

  • 3. Maria Clara  |  24 março, 2009 às 8:34 am

    Belo, Romério.

    Isso é poema seco?… Para mim, ele veio completamente encharcado de sentimentos.

    Lindíssimo!

    Abraços,
    Maria Clara.

    Responder
    • 4. Romério Rômulo  |  24 março, 2009 às 10:16 pm

      maria clara:
      uma secura de rios,cerrados e montanhas.
      um abraço.
      romério

  • 5. Nydia  |  24 março, 2009 às 11:32 am

    Caminhos de rio, na paisagem seca: pedras que cantam…
    beijo
    Nydia

    Responder
    • 6. Romério Rômulo  |  24 março, 2009 às 10:18 pm

      nydia:
      tudo isso.
      um beijo.
      romério

  • 7. Seba  |  24 março, 2009 às 1:06 pm

    Gostei… claridade para os olhos…

    até

    Responder
    • 8. Romério Rômulo  |  24 março, 2009 às 10:19 pm

      seba:
      muito obrigado.
      até.
      romério

  • 9. líria porto  |  24 março, 2009 às 1:08 pm

    beleza teus versos!

    já te falei que minha filha está morando em ouro preto – no bairro da lagoa, de frente pro pico do itabirito, por si só – um poema?!

    besos

    Responder
    • 10. Romério Rômulo  |  24 março, 2009 às 10:20 pm

      líria:
      ela mora na lagoa dos ingleses?
      um beijo.
      romério

  • 11. nina rizzi  |  24 março, 2009 às 2:54 pm

    óbvio
    : belíssimo.

    vou fazer umas serras. amanhã.
    flores pra tu, menino encharcado de poesia
    por todos os lodos…

    Responder
    • 12. Romério Rômulo  |  24 março, 2009 às 10:22 pm

      nina:
      fazer serras?em ouro preto temos muitas.
      por todos os lodos.
      romério

  • 13. Janaina Amado  |  24 março, 2009 às 5:46 pm

    Lindo poema de retorno. Me lembrou o Centro-Oeste.

    Responder
    • 14. Romério Rômulo  |  24 março, 2009 às 10:23 pm

      janaína:
      o centro oeste ou o sertão de minas.
      romério

  • 15. Ana  |  24 março, 2009 às 6:01 pm

    Passei para ler as novidades.
    Poema incisivo, como a vida. Por ela passamos como os «cavalos do poema»…
    bj

    Responder
    • 16. Romério Rômulo  |  24 março, 2009 às 10:25 pm

      ana:
      ser incisivo é a força.
      um beijo.
      romério

  • 17. nina rizzi  |  25 março, 2009 às 8:27 am

    essas eu adoro. aqui no ceará não tem muitas, mas tem a de guaramiranga, que é “uma coisa de bão”.

    mas eu falava das serras que cortam. um belo trocadilho
    : serraram
    o cerrado
    ainda estou fazendo. virou prosa.

    beijo 🙂

    Responder
    • 18. Romério Rômulo  |  26 março, 2009 às 12:10 am

      ouro preto é pura serra,nina.
      um beijo.
      romério

  • 19. CRIS LIMA  |  25 março, 2009 às 10:07 am

    “a manhã que encobre tudo
    lambe, azeda, meu corpo de tormenta.”…COMO DIZEM OS MAIS JOVENS..”PAREI”..
    A saudade me trouxe até aqui…
    Bjs
    Cris Lima

    Responder
    • 20. Romério Rômulo  |  26 março, 2009 às 12:11 am

      cris:
      muito bom você chegar pela saudade.
      um beijo.
      romério

  • 21. meg  |  25 março, 2009 às 5:23 pm

    Romério,

    E absorta me quedo
    sentindo as palavras
    imaginando rios,
    pedras, montanhas
    e sempre, sempre,
    as tuas manhãs.

    Poema seco? Não, definitivamente.

    Vou pegar para mim este poema …

    Um beijo

    Responder
    • 22. Romério Rômulo  |  26 março, 2009 às 12:12 am

      meg:você vai levar o poema?mesmo seco?
      um beijo.
      romério

  • 23. líria porto  |  27 março, 2009 às 8:57 am

    chi – fiz uma confusão – lia mora em outro preto, de frente para o pico do itacolomi, num bairro chamado lagoa… um bairro com uma porção de prédios novos, onde moram muitos professores da ufop – lia dá aulas de engenharia ambiental…
    besos

    Responder
  • 24. Romério Rômulo  |  28 março, 2009 às 12:33 pm

    líria:
    vou procurar a lia.
    um beijo.
    romério

    Responder
  • 25. fernando  |  6 abril, 2009 às 10:21 am

    o co(r)po
    en
    torno

    tormenta!

    grande romério!

    gosto dessa escrita que grita

    Responder
    • 26. Romério Rômulo  |  30 abril, 2009 às 4:44 pm

      fernando:
      muito obrigado.
      meu abraço.
      romério

  • 27. Úrsula Avner  |  29 abril, 2009 às 8:09 pm

    Oi Romério, obrigada por sua visita. Seu poema é muito bonito, gostei do seu estilo de versejar. Volte quando quiser. Um abraço.

    Responder
    • 28. Romério Rômulo  |  30 abril, 2009 às 4:45 pm

      úrsula:
      voltarei à sua página.obrigado.
      romério

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