a pantera

17 fevereiro, 2009 at 6:29 pm 16 comentários

a fresta da pantera, uma lacuna.
o olho arranca coragem.
seu riso tem lábio de sangue,
presa de cio breve.
a mata lhe solta as vertigens
e os dias
entre rasgos de espadas, seu passo.
ribombo da garganta soa podres.
o dente esava a carne. a morte rompe.

a vida se revela.

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poeta e noite

16 Comentários Add your own

  • 1. Gisela Rosa  |  17 fevereiro, 2009 às 6:50 pm

    “a vida se revela” em suas palavras. Gostei!

    Responder
  • 2. Romério Rômulo  |  17 fevereiro, 2009 às 7:00 pm

    gisela:
    busco traduzir algo.obrigado.
    romério

    Responder
  • 3. Ana  |  17 fevereiro, 2009 às 7:23 pm

    Quanta tropicalidade! Traço maravilhoso nas letras brasileiras. Está uma maravilha.
    Beijinho

    Responder
  • 4. Romério Rômulo  |  17 fevereiro, 2009 às 7:42 pm

    ana:
    a tropicalidade é o nosso elemento.
    um beijo.
    romério

    Responder
  • 5. nina rizzi  |  17 fevereiro, 2009 às 8:29 pm

    a imagem que me soa é de um bisão em arte rupestre.
    : xi! lascô! rsrsrsrs..

    Responder
  • 6. Romério Rômulo  |  17 fevereiro, 2009 às 11:33 pm

    nina:
    eu tenho uma imagem primitiva assim do poema.coincidimos.
    romério

    Responder
  • 7. françois  |  18 fevereiro, 2009 às 8:18 am

    hipnótico! eu nunca consigo fazer uma coisa assim tão legal!

    Responder
  • 8. A. Zarfeg  |  18 fevereiro, 2009 às 9:53 am

    RR:

    Estava comparando a sua pantera com a de Rilk: esta presa entre grades, num vaivém intermitente e gracioso; aquela livre, em meio à selva, pronta pro ataque.

    Os versos de Rilk são discursivos, imagéticos. Por isso mesmo, seu felino se impõe à nossa consciência, indo e vindo na nossa imaginação, como um símbolo.

    Seus versos, RR, são fragmentados, rudes e selvagens, como as presas caninas, de sorte que sua pantera, mais que imagem, é verbo, discurso e fazer.

    Nos dois casos, porém, somos brindados com dois belos textos cuja razão de ser, a pantera, é revelada no que tem de mais total: a beleza, a liberdade (ou a ausência dela), o instinto e o fazer poético. Parabéns e até mais ver.

    (A. Zarfeg)

    PS.:
    Veja A Pantera, de Rainer Maria Rilke:

    “De tanto olhar as grades seu olhar
    esmoreceu e nada mais aferra.
    Como se houvesse só grades na terra:
    grades, apenas grades para olhar.

    A onda andante e flexível do seu vulto
    em círculos concêntricos decresce,
    dança de força em torno a um ponto oculto
    no qual um grande impulso se arrefece.

    De vez em quando o fecho da pupila
    se abre em silêncio. Uma imagem, então,
    na tensa paz dos músculos se instila
    para morrer no coração.”

    Responder
  • 9. Hercília Fernandes  |  18 fevereiro, 2009 às 10:20 pm

    Muito bom o seu poema lúdico, Romério. Parabéns!

    Quero esse “brinco” pra mim, posso?…

    Preciso conhecer mais os seus ângulos e vértices de criação. Autoriza-me incluir seus poemas em postagem no novidades & Velharias?

    Venho pensando nisso…

    Beijos, poetíssimo!

    H.F.

    Responder
  • 10. Romério Rômulo  |  18 fevereiro, 2009 às 10:37 pm

    hercília:
    você está autorizada a usar qualquer poema ou texto meu.
    será um prazer.obrigado.
    um beijo.
    romério

    Responder
  • 11. Romério Rômulo  |  18 fevereiro, 2009 às 11:13 pm

    françois:
    muito obrigado.
    romério

    Responder
  • 12. Romério Rômulo  |  18 fevereiro, 2009 às 11:16 pm

    zarfeg:
    estar ao lado do rilke não é pouca coisa.sua comparação é interessante.
    um grande abraço.
    romério

    Responder
  • 13. Adriana  |  19 fevereiro, 2009 às 12:23 am

    e a morte rompe…o desfecho fecha com tudo….(t)denso poema!

    Responder
  • 14. Romério Rômulo  |  19 fevereiro, 2009 às 12:34 am

    adriana:
    morte e pantera.desfecho.
    romério

    Responder
  • 15. adrianna  |  19 fevereiro, 2009 às 6:56 am

    aqui de novo:

    a fresta da pantera
    a mata lhe solta vertigens

    vc nem imagina a viagem que faço ao ler matéria bruta!

    o comentário do zarfeg está o máximo tbm.

    beijos, romério

    Responder
  • 16. Romério Rômulo  |  19 fevereiro, 2009 às 9:03 am

    adrianna:
    é uma viagem,mesmo.vou dizer pro zarfeg da sua observação.
    um beijo.
    romério
    ps.o moacy já deve estar em caicó.será que encontra o cdc,ainda
    que ectoplásmico?

    Responder

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