alice, avó

6 fevereiro, 2009 at 11:48 am 20 comentários

avó alice tinha como lide
mostrar-se sempre em traços de senhora.
pisar terras, deixar gados, ancestrais
de relevância em estirpe se dizer.

mais que dizer, fazer-se em relevância
inda tangente de tempos bem atrás.
porque alice, de terras, só lembrava
umas vazendas torpes, vaus de rios.

e quando rios se mostravam, tão varões
de antanho, carregados por diamantes,
é que alice por pulso refazia
seu desalinho, em mostra de importâncias.

tamanhas terras, gados, éguas, pratas
diziam restos de alice, tudo
o que se diz da posse, do libelo
da vida conseguida a foice e tiro.

contornos de fazenda são delitos.

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a manhã faz tempo ser espinho gesto metálico, noite

20 Comentários Add your own

  • 1. Moacy  |  6 fevereiro, 2009 às 12:01 pm

    Uma avó no país das maravilhas?
    Ou uma avó por nome Alice?

    Abraços.

    Responder
  • 2. rose m prado  |  6 fevereiro, 2009 às 12:19 pm

    Ela perdeu tudo.

    Responder
  • 3. Romério Rômulo  |  6 fevereiro, 2009 às 4:40 pm

    moacy:
    é minha avó materna.não deixa de ser do país das maravilhas.
    um abraço.
    romério

    Responder
  • 4. Romério Rômulo  |  6 fevereiro, 2009 às 4:42 pm

    rose:
    eu nunca sei o que ela perdeu.mas está sempre na minha poesia.
    as joaquinas,alices,celinas me marcam.
    romério

    Responder
  • 5. José Carlos Brandão  |  6 fevereiro, 2009 às 6:03 pm

    tinha uma flor nos lábios
    e um espinho na língua

    por isso a beleza lhe doía

    A beleza da vó Alice doía, não é isso?

    Responder
  • 6. Romério Rômulo  |  6 fevereiro, 2009 às 7:42 pm

    josé carlos:
    a beleza de vó alice há que se pensar.
    um abraço.
    romério

    Responder
  • 7. Bipede-Implume  |  6 fevereiro, 2009 às 9:45 pm

    As avós deixam riqueza de amor em todos nós. Das minhas, principalmente a avó materna, guardo histórias de encantar.
    Posso contar uma?
    Um dia ela foi à igreja para a confissão. O padre, jovem, em vez da absolvição, disse-lhe que ela tinha um altar muito lindo para colocar um santo.
    Ela não gostou e tornou-se herege.
    Beijinhos.

    Responder
  • 8. Betty  |  7 fevereiro, 2009 às 7:57 am

    ._____________querido Romulo

    .uma avó que muito sabe_______e que muito sabe – e tem para contar_____…

    o encanto da escrita________é o ler as entrelinhas

    ___________///

    beijO____ternO
    bFsemana

    Responder
  • 9. Mário Mendonça  |  7 fevereiro, 2009 às 8:50 am

    Grande Guerreiro das Palavras

    Quem é criado por Vó,
    faz belas crônicas.

    Abraços.

    Responder
  • 10. Romério Rômulo  |  7 fevereiro, 2009 às 8:52 am

    isabel:
    padre ousado,esse.
    um abraço.
    romério

    Responder
  • 11. Romério Rômulo  |  7 fevereiro, 2009 às 8:55 am

    betty:
    obrigado pela leitura nas entrelinhas de alice.
    meu carinho.
    romério

    Responder
  • 12. Romério Rômulo  |  7 fevereiro, 2009 às 11:04 am

    mário:
    podemos escrever uma história das avós.
    um abraço.
    romério

    Responder
  • 13. Betty  |  8 fevereiro, 2009 às 5:37 pm

    .________querido Romério

    sinto

    a chuva mansa

    ._______neste passeio.que.faço

    no seu jardim

    .tão especial______…

    _____________///

    beijO_______ternO
    bSemana

    Responder
  • 14. Romério Rômulo  |  8 fevereiro, 2009 às 10:39 pm

    betty,querida:
    obrigado pela atenção.
    um beijo.
    romério

    Responder
  • 15. adriano nunes  |  9 fevereiro, 2009 às 2:14 pm

    Romério,

    Sublime!

    Abraço forte!
    Adriano Nunes.

    Responder
  • 16. Romério Rômulo  |  10 fevereiro, 2009 às 6:23 pm

    adriano:
    muito obrigado.
    um grande abraço.
    romério

    Responder
  • 17. Roberto Locatelli  |  13 fevereiro, 2009 às 9:33 pm

    Lembrei de minha avó materna. Fugida da Europa, e sempre saudosa de lá…

    Responder
  • 18. Romério Rômulo  |  13 fevereiro, 2009 às 9:56 pm

    locatelli:
    as minhas avós,especialmente a alice,foram marcantes.
    um abraço.
    romério

    Responder
  • 19. líria porto  |  16 fevereiro, 2009 às 7:40 pm

    minha filha está grávida de seis meses e isso de vir a ser avó está se apresentando a mim como algo muito bem-vindo e belo – então o teu poema também me comove!

    também canto as lembranças:

    cheiro verde
    líria porto

    em nossa casa
    quando nascia menino
    vovó – cozinheira de mão cheia
    fazia durante o resguardo
    sopa de galinha com farinha de milho
    muita salsa e cebolinha

    meu pai engolia o quarto
    quinto sexto sétimo oitavo
    nono filho
    às colheradas

    depois dizia
    sou rico

    *

    besos

    Responder
  • 20. Romério Rômulo  |  16 fevereiro, 2009 às 8:05 pm

    líria:
    seu pai engolindo os filhos às colheradas.eu conheço o modelo.
    um beijo.
    romério

    Responder

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