a manhã faz tempo ser espinho

5 fevereiro, 2009 at 1:08 am 10 comentários

manhã flagelada do destino,
marcas de dedo em sua nuca podre
fazem banana e tempo serem unos.
o mel lhes come a face, repentina
face que encadeia luz. ritmos
e brasas cantam como dedos,
lavra infiltrada de só menoscabo.

o óbvio do pêlo, umas membranas
atadas de nervo e amargura,
esta poesia, clausura e hábito,
de gelo nas veias, água e podridão,
fechada nos resguardos da noite,
solidão tesa
apressa a mão em distúrbios.

quanto dela, incendiada, vê o homem?

travado em pergaminho e vilarejo
um hábito de luz corrói seu tempo.

o meu extrato de pedra, a minha nuvem de atos,
obscurecem frio e madrugada.
corpo indigente permeia tempestade,
valo de luzes, contrição de medo.

as madrugadas fazem como lã
o ritmo da estrada, ovelha e pasto.
intenso e belo estado putrefato
do corpo! emoções me causam
um estardalhaço de anões na alma.

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a cumiada do olho alice, avó

10 Comentários Add your own

  • 1. Moacy Cirne  |  5 fevereiro, 2009 às 1:39 am

    Os dois últimos poemas aqui publicados: oa lances exatos de uma poesia que se constrói com rigor – e tessitura emocional. Não seria o caso de dizer: tessitura expressional com a necessária taxa de emoção?

    Um abraço.
    E sua viagem, quando se dará?

    Responder
  • 2. Romério Rômulo  |  5 fevereiro, 2009 às 9:16 am

    moacy:
    se você disse,está dito.
    amanhã já estarei na minha vila do século 18.
    romério

    Responder
  • 3. nina rizzi  |  5 fevereiro, 2009 às 10:14 am

    caralho, tu é fodástico 😉

    Responder
  • 4. Romério Rômulo  |  5 fevereiro, 2009 às 10:25 am

    nina:
    não sei se sou tanto.
    romério

    Responder
  • 5. Fina Flor  |  6 fevereiro, 2009 às 1:13 am

    muito bem finalizado seu poema =)

    beijos, querido e obrigada pela visita, volte sempre que quiser

    MM.

    Responder
  • 6. CRIS LIMA  |  6 fevereiro, 2009 às 7:03 am

    POETA,PAREI, NÃO MAIS LEREI TEUS POEMAS…MINHA ALMA,EXTASIADA DEMAIS FICA…QUANDO POR AQUI DEITO MEUS OLHOS EM SUAS POESIAS!
    “solidão tesa
    apressa a mão em distúrbios.”(…)
    SEM MAIS O QUE DIZER……………………
    BJS E AFETO DE SEMPRE
    CRIS LIMA

    Responder
  • 7. Romério Rômulo  |  6 fevereiro, 2009 às 7:06 am

    mônica:
    espero esteja tudo bem no teatro.te agradeço.
    romério

    Responder
  • 8. Romério Rômulo  |  6 fevereiro, 2009 às 7:31 am

    cris:
    reapareça,ainda que extasiada.meu carinho.
    romério

    Responder
  • 9. adrianna coelho  |  7 fevereiro, 2009 às 10:18 pm

    “o meu extrato de pedra, a minha nuvem de atos,
    obscurecem frio e madrugada.
    corpo indigente permeia tempestade,
    valo de luzes, contrição de medo.”

    de novo, romerio
    eu gosto do poema inteiro
    mas esse trecho abre sulcos
    no chão da sensibilidade…

    e seu versos me atropelam a alma.

    não saio daqui a mesma…

    beijos

    Responder
  • 10. Romério Rômulo  |  8 fevereiro, 2009 às 8:15 am

    adrianna:
    grande elogio.muito obrigado.
    romério

    Responder

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