Archive for fevereiro, 2009

ventania

patrícia tem a voz enovelada
baixa, baixo profundo, adjacente.

patrícia tem a voz de madrugada.

28 fevereiro, 2009 at 8:38 pm 66 comentários

tempo

minha idade é impronunciável.
no tempo,
no máximo serviria para dizer por quantos sábados
eu poderia dizer a oração de viníciius
e cometer coisas não aceitas,
“porque hoje é sábado”
também serviria para instalar os domingos
na minha vida, onde, por impaciência,
pouco me sobra

28 fevereiro, 2009 at 6:45 pm 16 comentários

a nostalgia da tela rega tudo.
são sangues que desviam tua alma.

25 fevereiro, 2009 at 6:37 pm 12 comentários

quando restar, espero-te

quando do esquálido de mim te faz em chamas?
quando, entranhas frêmitas, me fazes no teu corpo?
se estatelas de vez, de tão bem-fadada,
mão de estremecido gesto, me relatas.
ficam-me tuas sobras.
caminhas nuvem alta na manhã.
tua face me redime o tempo. o campo
do teu gesto, a fala da tua fala, densamente
me dormem.

23 fevereiro, 2009 at 7:42 pm 18 comentários

a pedra que repousa no meu olho
carrega o mastro da noite

21 fevereiro, 2009 at 6:34 pm 12 comentários

a mondrian, sem lhe dizer, palavra

quente frio, em pele.

— nus da manhã
— nus de qualquer aragem
— nus de todo apodo

jazem sobre o quadrado,
osso de todo o rosto.

sobrados são
— mondrian —
calças, meias, aragens.

o pêlo puro, resto essencial,
é a fala.

20 fevereiro, 2009 at 6:40 pm 22 comentários

a turbidez do campo e do seu corpo
cabe ela toda, e só, num vau de rio.

18 fevereiro, 2009 at 6:32 pm 11 comentários

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