para renata

22 janeiro, 2009 at 1:40 pm 31 comentários

eu faço poesia
porque a vida não basta
e preciso dividir mistérios.
incertos, os marimbondos vazios
me arrastam pela tarde.
o mel da manhã,fel em mim,
entope minhas veias.

quando os solavancos da palavra
vão redimir meu corpo?
quanto de mim é fogo
e terra?
sobram o hiato das pontes,os rios
degenerados. minha manhã dura
só faz o recomeço das coisas.

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Entry filed under: Avulsos, Inéditos.

tião, por romério todo sertão é um caldo de tortura

31 Comentários Add your own

  • 1. adrianna coelho  |  22 janeiro, 2009 às 2:13 pm

    lindo esse poema, romério!
    e me fez lembrar, preciso clicar na renata…
    beijos

    Responder
  • 2. Moacy Cirne  |  22 janeiro, 2009 às 2:15 pm

    Como é que você consegue se superar, cara?

    Um abraço.

    Responder
  • 3. Hercília Fernandes  |  22 janeiro, 2009 às 5:45 pm

    Olá Romério,

    belíssima definição/reflexão de poesia, instante criador e materialidade. O fazer metalingüístico abre portas para outras realidades.

    Seja Fogo ou Terra os motivos que (re)vestem as “manhãs” do poeta, o imaginário bachelardiano perpassa as suas linhas e aponta sugestões.

    Bravo, poetíssimo!

    H.F.

    Responder
  • 4. Romério Rômulo  |  22 janeiro, 2009 às 6:49 pm

    adrianna:
    a renata está ao lado,aqui no blog.é o “fênix em verso e prosa”.
    um beijo.
    romério

    Responder
  • 5. Romério Rômulo  |  22 janeiro, 2009 às 6:51 pm

    moacy:
    eu vou trabalhando.por vezes acerto o tiro.
    um grande abraço.
    romério

    Responder
  • 6. Romério Rômulo  |  22 janeiro, 2009 às 6:54 pm

    hercília fernandes:
    está aí a matéria para a sua análise.feita de pedra e aço.
    obrigado.
    romério

    Responder
  • 7. ana peluso  |  22 janeiro, 2009 às 9:02 pm

    O seu recado também.
    😉

    Responder
  • 8. Romério Rômulo  |  22 janeiro, 2009 às 9:13 pm

    ana:
    volte.
    romério

    Responder
  • 9. Fred Matos  |  23 janeiro, 2009 às 8:39 am

    Muito bom poema, Romério.
    Grande abraço

    Responder
  • 10. Sheyla Azevedo  |  23 janeiro, 2009 às 10:04 am

    eu faço poesia
    porque a vida não basta
    e preciso dividir mistérios.
    … menino, isso foi demais! lindo o seu espaço!

    Responder
  • 11. Romério Rômulo  |  23 janeiro, 2009 às 10:06 am

    fred:
    obrigado.
    um abraço.
    romério

    Responder
  • 12. Romério Rômulo  |  23 janeiro, 2009 às 10:36 am

    sheyla:
    estive no “bicho esquisito”.você,essa mistura de bailarina e
    estivador.meu carinho.obrigado.
    romério

    Responder
  • 13. Moacy Cirne  |  23 janeiro, 2009 às 11:51 am

    Romério: Pedido feito, pedido atendido. No Balaio. Para você e os demais, que não são daquelas bandas. Um abraço.

    Responder
  • 14. Mariana  |  23 janeiro, 2009 às 5:38 pm

    romério,

    lindo isso.

    mariana

    Responder
  • 15. fernando  |  23 janeiro, 2009 às 5:45 pm

    li
    muitas coisas aqui
    senti forte muitas

    sua poesia
    traz
    algo já dentro que antecipa e inquieta
    e
    traz
    algo que ainda não veio a ser
    tem sempre-outra-vez
    e o ainda-não

    desejos sem regras
    ruas sem meio-fios

    comemora
    desmemórias

    vibra com o fim
    exalta o começo

    brinca com a exuberância dos livres!

    evoé caro poeta!

    Responder
  • 16. Bipede-Implume  |  23 janeiro, 2009 às 11:12 pm

    Pois é, vida sem poesia…fica incompleta.
    Quem, com eu, não a sabe exprimir, procura-a noutros caminhos.
    Grande abraço.
    Isabel

    Responder
  • 17. Padmaya  |  24 janeiro, 2009 às 11:23 pm

    belíssimo, romério.

    Responder
  • 18. Romério Rômulo  |  25 janeiro, 2009 às 9:03 am

    moacy:
    esclarecido.um abraço.
    romério

    Responder
  • 19. Romério Rômulo  |  25 janeiro, 2009 às 9:04 am

    mariana:
    reapareça.obrigado.
    romério

    Responder
  • 20. Romério Rômulo  |  25 janeiro, 2009 às 9:05 am

    fernando:
    essa rua sem meio fio continua.obrigado.
    romério

    Responder
  • 21. Romério Rômulo  |  25 janeiro, 2009 às 9:07 am

    isabel:
    sua palavra aqui é sempre bem vinda.
    romério

    Responder
  • 22. Romério Rômulo  |  25 janeiro, 2009 às 9:08 am

    padmaya:
    ótimo o seu retorno.
    romério

    Responder
  • 23. A. Zarfeg  |  26 janeiro, 2009 às 10:05 am

    “eu faço poesia
    porque a vida não basta
    e preciso dividir mistérios”

    Um belo achado, hein, alquimista das Gerais?!

    Responder
  • 24. Romério Rômulo  |  26 janeiro, 2009 às 10:18 am

    zarfeg:
    a alquimia por vezes funciona.um grande abraço.
    romério

    Responder
  • 25. Efigenia Coutinho  |  26 janeiro, 2009 às 11:47 am

    Romério Rômulo, PARA MIM, LÊR VOCE É COMO RENASCER DENTRO DA PALAVRA POÉTICA, APRECIO SEU ESTILO, SEMPRE DEIXA UMA ALQUIMIA , OBRIGADA, DESEJANDO MUITO SUCESSO, EFIGÊNIA COUTINHO

    Responder
  • 26. Romério Rômulo  |  26 janeiro, 2009 às 1:44 pm

    poeta efigênia:
    agradeço a sua presença e as suas palavras.
    romério

    Responder
  • 27. Gisela  |  5 fevereiro, 2009 às 6:02 pm

    Gostei muito deste poema e de todo o seu blog. Irei voltar com mais calma. Muito obrigada pela sua visita. Um grande abraço,
    Gisela Rosa

    Responder
  • 28. Romério Rômulo  |  6 fevereiro, 2009 às 7:01 am

    gisela:
    espero sua volta.um abraço.
    romério

    Responder
  • 29. Maria Clara  |  23 março, 2009 às 3:09 pm

    Romério,

    venho através da H.F. (Hercília). Amei o seu poema “Para Renata” e aguardo esse café virtual que tenho certeza virá bem quente!

    Parabéns pelas escritas e pelo novo livro.

    Abraços,

    Maria Clara.

    Responder
  • 30. Romério Rômulo  |  23 março, 2009 às 4:45 pm

    maria clara:
    a hercília já trouxe movimento.a moça é ágil.gostei das questões
    postas por ela.podemos ter um bom resultado.
    um grande abraço.
    romério

    Responder
  • […] Para Renata […]

    Responder

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