arrancar da tua nuca

10 janeiro, 2009 at 11:18 am 11 comentários

eu tenho que arrancar da tua nuca
a vaga decisão de ser meu corpo
o elo de teu ventre com a terra.
devo extirpar o gesto adquirido
num, por somenos, ato reticente
de ver distância de mim ser teu intento.
quando as valas mostrarem nosso rumo
quando as formigas resvalarem atos
de um só ser em nós se validar
vou te mostrar a minha mão candente
meu corpo todo ele enluarado
e o meu dente podre de manhã.
há de sobrar de nós-o quê? –só torpes
rasgos de vento no olho do tufão.
a pura pedra me diz: quando fui homem?

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Entry filed under: Inéditos. Tags: .

se de amor cândidos, um sopro

11 Comentários Add your own

  • 1. Ana  |  10 janeiro, 2009 às 5:59 pm

    Belo e forte este poema!

    Responder
  • 2. Romério Rômulo  |  10 janeiro, 2009 às 6:05 pm

    ana:
    muito obrigado.
    romério

    Responder
  • 3. Mariana  |  10 janeiro, 2009 às 8:39 pm

    romério,

    mais um belo susto, este poema.

    “arrancar da tua nuca a vaga decisão de ser meu corpo”

    já é um belo poema. com tudo mais ficou demais da conta de bom.

    abraço

    Responder
  • 4. ana  |  10 janeiro, 2009 às 8:58 pm

    romério, preciso saber se foi vc quem disse que queria um dia morrer de mulher ou de poesia. preciso ler isso de novo e desconfio de que foi vc quem escreveu. me responde?

    Responder
  • 5. Romério Rômulo  |  10 janeiro, 2009 às 9:10 pm

    mariana:
    um belo susto pode fazer bem.
    um abraço.
    romério

    Responder
  • 6. Romério Rômulo  |  10 janeiro, 2009 às 9:20 pm

    ana:
    claro que eu respondo.é um poema que foi feito há um tempo,mas
    nunca publicado em livro.a renata nassif,que sempre observa essas minhas coisas,publicou no blog ” fenix em verso e prosa”,dela,com link aqui.
    “de alguma forma
    morrer um dia.
    de luta armada,
    de mulher
    ou de poesia.”
    lá no fenix é mais interessante.obrigado,ana.
    romério

    Responder
  • 7. pavitra  |  10 janeiro, 2009 às 10:44 pm

    nunca foi homem
    nem anjo
    desde que li você
    como sendo estardalhaço

    beijos

    Responder
  • 8. Romério Rômulo  |  10 janeiro, 2009 às 11:26 pm

    pavitra:
    acho que me perdi.o reencontro vira objetivo.
    um beijo.
    romério

    Responder
  • 9. Moacy Cirne  |  11 janeiro, 2009 às 1:54 am

    um poema forte: literariamente consistente; tematicamente, bem resolvido. enfim, um belo poema. abraços.

    Responder
  • 10. Romério Rômulo  |  11 janeiro, 2009 às 10:41 am

    moacy:
    sua opinião é sempre bem vinda.um grande abraço.
    romério

    Responder
  • 11. bemsabemos, o Blog da Anna  |  8 agosto, 2016 às 9:42 pm

    Belíssimo. Uma pena só ter conhecido tua pena em 2014. Mas ter encontrado este manancial foi um presente. Percorrerei tua gleba com vagar. Grande poeta.

    Responder

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