se de amor

8 janeiro, 2009 at 3:56 pm 18 comentários

se de amor eu canto o meu, somente,
na podridão da terra, entre brados tamanhos,
os tempos que perdi foram antanhos
e cabem no meu corpo já fervente.
brados passaram, em dores e mortalhas,
pisos vadios, estados diferentes.
eu peço, amor, do teu amor migalhas
que possam abismar todas as gentes.
vilão, daqui, em campo de batalhas,
só me atormenta a espada do vilão
que sem saber me cobre. indiferentes
do que me dói, os corpos destas terras
nem sabem o que dão e se me dão
alguma luz pra me tirar das trevas.

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reverso arrancar da tua nuca

18 Comentários Add your own

  • 1. Moacy  |  8 janeiro, 2009 às 9:19 pm

    Um poema primoroso: lances precisos, palavras preciosas. Abraços.

    Responder
  • 2. Romério Rômulo  |  8 janeiro, 2009 às 9:30 pm

    moacy:
    decidi escrever um livro com poemas de amor.este foi dos primeiros.um abraço.
    romério

    Responder
  • 3. pavitra  |  8 janeiro, 2009 às 10:09 pm

    e ainda tem o peso de um soneto
    e um amor de tirar o chão e o teto:
    me deixa á terra e às estrelas (todas)
    somente!

    beijos

    Responder
  • 4. Romério Rômulo  |  8 janeiro, 2009 às 11:20 pm

    pav:
    estes poemas são um desafio próprio.
    um beijo.
    romério

    Responder
  • 5. Luciane Fiuza  |  9 janeiro, 2009 às 12:57 am

    Olá, Romério. Estou por aqui, apenas um pouco envolvida com trabalho, mas tentarei não deixar o blog tão abandonadinho.
    valeu!
    Lu.

    Responder
  • 6. Romério Rômulo  |  9 janeiro, 2009 às 10:02 am

    lu:
    apareça mais.
    romério

    Responder
  • 7. Mariana  |  9 janeiro, 2009 às 12:10 pm

    belo!

    Responder
  • 8. Romério Rômulo  |  9 janeiro, 2009 às 12:18 pm

    obrigado,mariana.
    romério

    Responder
  • 9. A. Zarfeg  |  9 janeiro, 2009 às 3:12 pm

    RR:
    Seu poema é dono de um lirismo forte, inspirado, dorido, mas, sobretudo, telúrico. Por isso é que, apesar de toda a elaboração técnica e da força discursiva, seu canto de amor se revela tão próximo nós, que, à nossa maneira, somos pródigos e, ao mesmo tempo, faltos de amor. Qual o segredo disso? Já sei: Minas explica…

    A. Zarfeg

    Responder
  • 10. Romério Rômulo  |  9 janeiro, 2009 às 3:27 pm

    zarfeg:
    muito obrigado.minas explica muita coisa.
    um abraço.
    romério

    Responder
  • 11. meg  |  9 janeiro, 2009 às 3:40 pm

    Romério,

    Surpreendente este teu belo poema de amor.
    A mesma força, no entanto… o mesmo arraso.
    Quanto sentir!

    Um beijo
    meg

    Responder
  • 12. Romério Rômulo  |  9 janeiro, 2009 às 3:48 pm

    meg:
    o amor é brabo.nada de olhos nos olhos,apenas.
    um beijo.
    romério

    Responder
  • 13. Bipede-Implume  |  9 janeiro, 2009 às 10:36 pm

    O amor em toda a sua beleza: forte e frágil.
    Como o Homem.
    Grande abraço.
    Isabel

    Responder
  • 14. Romério Rômulo  |  10 janeiro, 2009 às 10:23 am

    isabel:
    sempre digo que o amor é brabo.
    um abraço.
    romério

    Responder
  • 15. Mário Mendonça  |  10 janeiro, 2009 às 10:34 am

    Grande Guerreiro das Palavras

    A lógica do amor,
    transita entre a
    razão e a emoção;
    que nos derruba.

    Nada melhor que
    o horizonte…..

    abraços.

    Responder
  • 16. Romério Rômulo  |  10 janeiro, 2009 às 11:53 am

    mário:
    amor é brabo.
    um abraço.
    romério

    Responder
  • 17. líria porto  |  11 janeiro, 2009 às 1:59 pm

    ritmo, palavras bem colocadas, sentimento – não falta nada!!
    líria

    Responder
  • 18. Romério Rômulo  |  11 janeiro, 2009 às 2:06 pm

    líria:
    obrigado.o que dizer mais?
    romério

    Responder

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