(lhes atropelo a alma)

16 dezembro, 2008 at 4:07 pm 23 comentários

se alma de montanhas, decrescer.
a avidez de ser noite fica pura
como puros ouvidos soam doces
se extirpado seu revés do tempo.

que almas velarão a tua voz?
que riscos cederão estes teus olhos?

de outro, se montanha, pura pedra,
chão, rasgo, lua, estado, capim podre,
armar-se de nuances agridoces
mais que ficar, dirá: arrefecer.

o nu do rosto, dente permanente
traz a vontade de manhã mais nua
que reverbera os caldos de uma boca.
a boca só, em si, atropelada,
carrega uma cidade como fosse
viver cada rua, cada nesga
de rua, cada poça d’alma

           (lhes atropelo a alma)

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meu cavalo selvagem, meu morcego ouro preto, minha

23 Comentários Add your own

  • 1. pavitra  |  16 dezembro, 2008 às 9:23 pm

    – “lhes atropelo a alma”

    com certeza! e com a beleza elevada da sua poesia…

    Responder
  • 2. Moacy Cirne  |  17 dezembro, 2008 às 3:20 am

    CDC no Balaio. E outras surpresas. Enquanto isso, sua poesia continua firme e forte, claro.

    Responder
  • 3. Romério Rômulo  |  17 dezembro, 2008 às 8:25 am

    pavitra:
    há almas atropeladas.mesmo.
    romério

    Responder
  • 4. Romério Rômulo  |  17 dezembro, 2008 às 8:27 am

    moacy:
    onde o cdc pisa,eu piso atrás.a poesia aqui continua.
    romério

    Responder
  • 5. líria porto  |  17 dezembro, 2008 às 9:13 am

    atropelaste minh’lama, seu moço!
    gostei da construção bem feita do teu poema, obrigada!
    líria porto

    Responder
  • 6. Romério Rômulo  |  17 dezembro, 2008 às 9:58 am

    líria:
    obrigado pela palavra.um abraço.
    romério

    Responder
  • 7. janaina amado  |  17 dezembro, 2008 às 9:41 pm

    Nossa, Romério, desta vez você se superou, este poema está magnifíco (em minha humilde opinião)!

    Responder
  • 8. Romério Rômulo  |  17 dezembro, 2008 às 10:42 pm

    janaína:
    obrigado.sua opinião é sempre importante.
    romério

    Responder
  • 9. Moacy Cirne  |  18 dezembro, 2008 às 9:21 am

    Meu caro: aguardo maiores informações sobre a CCDC. Ah, sim, tenho o livro de Bernardo Guimarães. Cheguei a publicar alguma coisa dele na época do Balaio impresso/xerografado. Um abraço.

    Responder
  • 10. Romério Rômulo  |  18 dezembro, 2008 às 9:47 am

    moacy:
    já encaminhei várias convocações e convites.o grupo tem
    coesão e você o nucleou ontem.darei notícias.
    o bernardo,projetado visualmente pelo tião,ficou ótimo.me parece
    leitura obrigatória no cronópios.
    um abraço.
    romério
    ps.urge conhecer o caicó.

    Responder
  • 11. homoluddens  |  18 dezembro, 2008 às 10:51 am

    Cara, eu não entendi. O que é o grupo CDC?

    Responder
  • 12. Romério Rômulo  |  18 dezembro, 2008 às 11:01 am

    homoluddens:
    o grupo chico doido de caicó se reúne em torno da poesia do
    maluco criado,existido,gerado pelo moacy cirne.como você se manifestou no balaio,foi convidado.lá é a referência.
    um abraço.
    romério

    Responder
  • 13. Fred Matos  |  19 dezembro, 2008 às 3:49 pm

    a boca só, em si, atropelada,
    carrega uma cidade como fosse
    viver cada rua, cada nesga
    de rua, cada poça d’alma

    Muito bom, Romério.

    Abraço

    Responder
  • 14. meg  |  19 dezembro, 2008 às 6:58 pm

    Romério,

    se alma de montanhas, decrescer.
    a avidez de ser noite fica pura
    como puros ouvidos soam doces
    se extirpado seu revés do tempo

    Ah… mas estes versos soam … doces!

    Beijo
    meg

    Responder
  • 15. vlad  |  19 dezembro, 2008 às 8:44 pm

    meio atrasado, mas não sem tempo.E viva Chico Doido! Quero fazer logo a minha carteirinha, fiquei muito contente com o convite para esse grupo de Caicó! É o velho poeta reunindo velhos e novos admiradores. Tião Nunes também tá nessa!? Vida longa!

    Responder
  • 16. Romério Rômulo  |  19 dezembro, 2008 às 9:09 pm

    fred:
    está aí o trabalho.e a sua presença é um apoio.
    um abraço.
    romério

    Responder
  • 17. Romério Rômulo  |  19 dezembro, 2008 às 9:10 pm

    meg:
    se você vê doçura,está dito.
    um beijo.
    romério

    Responder
  • 18. Romério Rômulo  |  19 dezembro, 2008 às 9:34 pm

    vlad:
    bem a tempo.viva o chico doido que é doido mesmo.vou acertar com o moacy das carteirinhas.o tião nunes é meu grande companheiro e sempre foi um admirador da poesia do maluco de
    caicó.
    um grande abraço.
    romério

    Responder
  • 19. Nydia  |  19 dezembro, 2008 às 9:48 pm

    Que imagens lindas, Romério!
    Belíssimo poema.
    Beijo
    Nydia

    Responder
  • 20. Romério Rômulo  |  19 dezembro, 2008 às 11:26 pm

    nydia:
    você estava sumida.saudações pela volta.e obrigado.
    um beijo.
    romério

    Responder
  • 21. CRIS LIMA  |  20 dezembro, 2008 às 4:00 am

    ATROPELADA NA MADRUGADA, ONDE SÓ AQUI ENCONTRO COMPANIA PARA INSÔNIA
    ABRAÇOS
    CRIS LIMA

    Responder
  • 22. Romério Rômulo  |  20 dezembro, 2008 às 8:42 am

    cris lima:
    se desatropele por aqui.a insônia ajuda.um abraço.
    romério

    Responder
  • 23. Mariana  |  22 dezembro, 2008 às 8:06 am

    mais um belíssimo poema.

    Responder

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