(para affonso romano de sant’anna)

9 dezembro, 2008 at 6:51 pm 24 comentários

 

não acredite na suavidade dos poetas
cujos versos,
por simples,
são um cavalo em pêlo, no cerrado.

(fuja do poeta
como se foge da doença que se estampa longe.
seu fígado é visgo:
nada lhe corrói as entranhas.)

os aços mais duros
não conseguiram lhe desmontar as peças.
seu olhar, sempre sobre,
há que ser medido em trovões.

um poeta qualquer, por mais frágil,
faz terremotos parecerem grilos.

(a estranha essência do poeta)

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Entry filed under: Uncategorized.

pontes, ouro preto meu cavalo selvagem, meu morcego

24 Comentários Add your own

  • 1. Fred Matos  |  9 dezembro, 2008 às 7:26 pm

    Outro ótimo poema.
    Parabéns, Romério.
    Abraços

    Responder
  • 2. Romério Rômulo  |  9 dezembro, 2008 às 10:05 pm

    fred:
    obrigado mais uma vez.um abraço.
    romério

    Responder
  • 3. mariza lourenço  |  9 dezembro, 2008 às 11:25 pm

    e eu daria tudo e mais um pouco para desenhar no papel, em dia de tempestade, um corisco poético. como não sou poeta, sigo em perseguição à poesia alheia.
    lindo, lindo poema, Romério.
    um beijo.
    mariza

    Responder
  • 4. Mineira...  |  10 dezembro, 2008 às 9:08 am

    O que dizer? Faço coro à Mariza…

    Lindo, lindo, lindo!

    See you…

    Responder
  • 5. Romério Rômulo  |  10 dezembro, 2008 às 9:39 pm

    mariza:
    um corisco poético é de muito perigo.obrigado.um beijo.
    romério

    Responder
  • 6. Romério Rômulo  |  10 dezembro, 2008 às 9:40 pm

    mineira:
    faz coro à mariza?ecôo.obrigado.
    romério

    Responder
  • 7. Bipede-Implume  |  12 dezembro, 2008 às 12:33 am

    Antes do trovão tem o relâmpago, que ilumina. Assim são seus versos: uma luz.
    Este é muito lindo.
    Grande abraço.
    Isabel

    Responder
  • 8. Índia  |  12 dezembro, 2008 às 1:09 pm

    Fugir de alguem que nos eleva, nos ilumina, nos seduz? Impossivel!
    Sinto atracao pelo perigo.

    Beijao.

    Responder
  • 9. meg  |  13 dezembro, 2008 às 6:22 pm

    Romério

    um poeta qualquer, por mais frágil,
    faz terremotos parecerem grilos

    poder tamanho só pode levar à procura
    do conhecimento …
    não à fuga…

    Beijo
    meg

    Responder
  • 10. Romério Rômulo  |  14 dezembro, 2008 às 5:29 pm

    bípede,isabel:
    obrigado pela palavra.um abraço.
    romério

    Responder
  • 11. Romério Rômulo  |  14 dezembro, 2008 às 5:30 pm

    índia:
    a atração pelo perigo é positiva.também ando por aí.
    um beijo.
    romério

    Responder
  • 12. Romério Rômulo  |  14 dezembro, 2008 às 5:31 pm

    meg:
    com poeta não se brinca.
    um beijo.
    romério

    Responder
  • 13. Mariana  |  14 dezembro, 2008 às 5:44 pm

    Romério,

    vim seguindo o rastro de tu, que buscava partidários do chico doido e, pimba!, chego aqui tomo um baita susto desse.

    esse poema é um assombro de tão bonito e preciso.

    caramba!

    saudações desde o Suave Coisa.

    Responder
  • 14. Romério Rômulo  |  14 dezembro, 2008 às 6:00 pm

    mariana:
    ainda bem que foi um susto pelo positivo.vamos manter contato.
    saudações desde ouro preto.
    romério

    Responder
  • 15. Mariana  |  14 dezembro, 2008 às 7:19 pm

    me permite usá-lo no meu blog?

    Responder
  • 16. Romério Rômulo  |  14 dezembro, 2008 às 7:28 pm

    mariana:
    com o maior prazer.não somos,os dois,da turma do chico doido?
    romério

    Responder
  • 17. Mariana  |  14 dezembro, 2008 às 7:43 pm

    pois somos!!! rs

    obrigada, Romédio.
    vai enfeitar a sala da minha “Suave Casa”

    Responder
  • 18. Romério Rômulo  |  14 dezembro, 2008 às 7:46 pm

    mariana:
    irei lá me contemplar.um grande abraço.
    romério

    Responder
  • 19. líria porto  |  17 dezembro, 2008 às 9:17 am

    nossa…

    é o que consigo dizer quando fico encantada…
    líria
    *

    sussurros
    líria porto

    nossa
    olha a lua na poça
    posso tocá-la?

    cala-te
    se acordas são jorge
    ele foge a cavalo
    leva a lua

    e o poço?

    vou cavá-lo depois
    não agora
    que a lua mergulha
    em meu olho

    *

    Responder
  • 20. ana peluso  |  14 janeiro, 2009 às 2:02 pm

    Romério, que bom conhecer o seu trabalho! Versos fortes, vozes presentes.
    Estou encurtando caminho.
    Sigamos.
    bjs

    Responder
  • 21. Romério Rômulo  |  14 janeiro, 2009 às 3:57 pm

    ana:
    gostei da sua presença.vamos encurtar os caminhos.
    um beijo.
    romério

    Responder
  • 22. berenice  |  2 fevereiro, 2009 às 12:01 pm

    a estranha essência do ser…
    só que o poeta utiliza a palavra como um sopro morno e sedutor.

    berenice

    Responder
  • 23. Romério Rômulo  |  2 fevereiro, 2009 às 12:19 pm

    berenice:
    um sopro morno e sedutor.é possível.
    romério

    Responder
  • 24. berenice  |  2 fevereiro, 2009 às 2:25 pm

    em meio aos trovões, claro.

    Responder

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