quando manhã te nasce

13 novembro, 2008 at 5:39 pm 8 comentários

quando atrozes instantes te fizeram noite?
quando manhã te nasce do torpor?
é vida, se vivida à fome e frio?
quando atrozes instantes te fizeram noite?
quando manhã te nasce do torpor?
é vida, se vivida à fome e frio?

vida assim, se retalhada em noite
te cabe do vazio a só morada
de um tempo que é manhã sobrevivida.

recanto, atroz de instantes tão perdidos
nas vidas regaladas destes olhos,
olhos da fome, doces, extirpados
de um saber ser vida toda noite.

vou, por agora, recorrer da noite.
(quando manhã te nasce)

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estas ruas, estas voltas soltas Todo grande poeta tem sua voz e vez

8 Comentários Add your own

  • 1. Daniel Lopes  |  15 novembro, 2008 às 1:37 pm

    esse é o autor do único livro de poesia que eu tenho a honra de ter na prateleira! 😉

    Responder
  • 2. Romério Rômulo  |  16 novembro, 2008 às 11:26 am

    daniel:
    vou fingir que acredito.o shakespeare e o joão cabral que se
    cuidem.
    romério

    Responder
  • 3. mariza lourenço  |  16 novembro, 2008 às 3:48 pm

    romério, à noite todos os gatos são pardos. tudo é pardo e aflito. a manhã tem olhos amorosos. deixemo-la falar.
    belo poema!
    um beijo
    mariza

    Responder
  • 4. Romério Rômulo  |  16 novembro, 2008 às 4:00 pm

    mariza:
    a noite pode assustar.as reflexões intensificam.um beijo.
    romério

    Responder
  • 5. mariza lourenço  |  16 novembro, 2008 às 4:47 pm

    romério, depende de seus desdobramentos. à noite somos irresponsáveis. o dia seguinte é complicado e por aí vai…
    beijo

    Responder
  • 6. Romério Rômulo  |  16 novembro, 2008 às 5:01 pm

    mariza:
    de fato,os desdobramentos das noites são um mistério,sempre.
    podemos falar poeticamente disso.
    um beijo.
    romério

    Responder
  • 7. mariza lourenço  |  16 novembro, 2008 às 6:01 pm

    romério,
    a noite é minha cruz… 😉
    beijo, querido

    Responder
  • 8. Romério Rômulo  |  16 novembro, 2008 às 6:51 pm

    mariza:
    não quero te ver crucificada.um beijo.
    romério

    Responder

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