(brasil, em ouro preto, corte)

12 outubro, 2008 at 8:31 pm 2 comentários

afastem-se os cordéis, arranquem-se os cordões.

a vilania sempre surge em ouropéis
nos arremates turvos, equações
rudimentares da vida, distorções
de falas, pedras, pragas e bordéis.

o dente, simulacro de uma voz
carrega sobre si as multidões.
e se elas se atrevem entre nós
é que carregam, por nós, certos senões.

as vozes aspergidas, sussurradas,
cabem e andam em puros borbotões,
vicejam e estarrecem madrugadas
entre novelas, estorvos e canhões.

(brasil, em ouro preto, corte)

(per augusto)

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mulher e noite são desejos sabidos ciclo

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