Archive for setembro, 2008

(abertura)

uma poesia deserta, texto de pedra e secura.
poesia de ferreiro: metal e martelo.
uma poesia brasa candente. cozer tudo,
ato do verso, dure tanto ou nada.

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30 setembro, 2008 at 11:44 pm 6 comentários

(aços tua viagem)

se as entranhas da terra te atropelam,
resta o veio da manhã, a pedra,
o dedilhado de montanha que te lambe.
falta tua memória de noite, teu fazer
de nuvem, tua viagem de eito.

aços convirão sobre teus ombros.
feroz, manhã há de lamber tua boca.

24 setembro, 2008 at 8:15 pm 13 comentários

texto de pedra

uma poesia brasa candente. cozer tudo,
ato do verso, dure tanto ou nada
.

21 setembro, 2008 at 12:05 am 10 comentários

(levantar poço e água)

buscar os bois do meu campo, uivo, latido,
guardar os animais da memória,
latir uma cavalo potro ressequido,
levantar a água esguia do poço,
saber uns baldes de tanto cansaço.

tudo é ausência de cerrado.

avós de diamantes, tesouros monásticos,
assembléias de escravos, podem ser razão
de minha ausência.

uns valos de bois, umas manias de cavalo
chucro,
um atar de cachorro louco.

luzes e bois, fundidos, se rebatem.

20 setembro, 2008 at 11:56 pm 6 comentários

per anima

per anima! fraqueza e indolência
vertebram este corpo.
quando deles nascem ruídos
a mata estrepitosa permanece.
o lombo do olho, a face reservada
dizem sabedoria. se estar no canto
estabelece verdade, sobra à tarde
resguardar silêncios.
o corte da pedra, a faca, um elefante
de noite se estabelecem no ventre
como bravos. a pura cidade
é permanência.
cada luz
um ventre desvairado.

19 setembro, 2008 at 12:13 am 2 comentários

(proprietários de heranças)

qual ser dono de metade da pedra
é o desejo. quandos se mostram
cerdades atalhadas de medo.
um sumidouro de ladeiras
fez o cerrado caber no palmo
que instante de fé.
obuses nos sufragaram
a garganta tênue de águas.
umas várzeas olharam sono
de estalo. deuses fizeram do riso
a arma. as almas gritaram
poças de areia como inferno.

sobraçaram em regaços. outros.

9 setembro, 2008 at 12:01 am 26 comentários

frugal

me cabe mostrar
a densa face do meu rosto,
a tênue dança do meu lábio,
o rastro duro de uma ânsia selvagem.

8 setembro, 2008 at 7:07 pm 12 comentários

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