vastidão no corpo

25 agosto, 2008 at 3:00 pm 2 comentários

o doce orgasmo da noite, se tempo,
pode retardar manhãs vorazes.
seus vínculos de louco, ácido tempo,
se outros fazem, fazem renascer
aquela ausência fortuita de ser homem.

a pedra e o pó me fazem madrugada.

“mulher em vermelho e verde” (f. léger)

cores sangria devastam a mulher.
verde tua nota de dizer daquela
feita outra, de cor e nádega.

uma cidade desmontada, delaunay.

mulher de vermelho e verde, fernand léger

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Entry filed under: Matéria Bruta.

O luto no Sertão corpos multiplicam o avesso de ausências

2 Comentários Add your own

  • 1. Jorge Vicente  |  30 agosto, 2008 às 10:21 pm

    poema de vermelho e verde
    feito de verbo e sangue.

    gostei muito

    um abraço
    jorge vicente

    Responder
  • 2. Romério Rômulo  |  31 agosto, 2008 às 3:00 pm

    jorge vicente:
    obrigado pela atenção aqui.
    um abraço.
    romério

    Responder

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